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terça-feira, 23 de junho de 2015

Além das Selfies



ada nova versão de smartphone que aparece, uma melhoria quase certa é a qualidade da sua câmera – ou suas, visto que a maioria contém uma frontal e uma traseira.

Enquanto a câmera dianteira é amplamente utilizada para as famigeradas selfies, a câmera traseira pode ser uma grande surpresa com o auxílio de apps e de algumas "gambiarrazinhas". Embora não tenham a mesma qualidade dos acessórios originais para as respectivas funções, não dá pra negar que o resultado pode surpreender.

A lista abaixo traz 11 funcionalidades bacanas pra você explorar o potencial do seu smartphone como dispositivo para fotos e vídeos:


1 - Faça fotos sensacionais com a função HDR




Para quem não sabe, HDR significa High Dynamic Range – ou Alto Alcance Dinâmico –, e é essa funcionalidade que faz com que as fotografias tenham um aspecto muito mais parecido com o que nós vemos. Isso explica todas aquelas vezes que você viu uma paisagem ou um momento muito bonito e, quando tirou uma foto, sentiu que ela não passava a mesma coisa.

Isso acontece porque nosso olho possui a capacidade de ajustar nossa visão de acordo com a luminosidade do ambiente de forma instantânea e em diversos pontos. As câmeras fotográficas, mesmo as mais avançadas, não conseguem fazer isso – pelo menos não de forma natural, mas é justamente graças ao HDR que elas conseguem simular algo muito próximo do que vemos.

Para a sua sorte, nos smartphones atuais você não precisa fazer todo esse esforço: basta apertar a função HDR no seu iOS ou Android – ou ainda usar algum app – e você terá uma foto potencialmente mais bonita.

A técnica consiste basicamente em comprimir três fotos: uma com exposição alta, uma normal e outra com exposição baixa. Quando "prensadas" por meio de software — nós temos um tutorial bem bacana de como fazer isso –, elas acabam criando o efeito de compensação de luminosidade que deixa a foto bem mais bonita.


2 - Transforme seu smartphone em webcam




Se o seu smartphone pode quebrar um galho como câmera fotográfica, por que não também como webcam? De forma simples, é possível configurar para que o aparelho funcione como uma câmera do seu computador através do WiFi (dependendo do aplicativo).

É claro que a qualidade não fica igual à de uma webcam de verdade, mas, para casos de extrema necessidade ou que não justifiquem o investimento em um acessório novo, usar seu smartphone pode ser uma ótima ideia.

Temos um tutorial ensinando a transformar o seu Android em webcam e também diversos aplicativos para iOS que podem te ajudar.



3 - Use a câmera do seu smartphone como scanner



Você tem que mandar um documento urgente, é tarde e não tem nenhum scanner por perto. Sem problemas, use o seu iPhone: baixe o Genius Scan, enquadre o papel ou o que precisar ser digitalizado no campo do aplicativo e ele faz o serviço para você.

Caso você tenha um Android, o app CamScanner funciona da mesma forma. A melhor parte? Os dois apps são de graça e a gente tem um tutorial que te ensina a usá-los!


4 - Múltiplos "você" e o combate à monotonia com fotos panorâmicas


As fotos panorâmicas são fáceis de fazer nos smartphones atuais, e, além de ser uma função muito legal por si só, existem alguns truques muito bacanas, como o panodash. A técnica permite que você crie vários "você" em uma mesma foto e é muito simples de se fazer:

No modo de foto panorâmica, peça para alguém iniciar a foto enquanto você está enquadrado;

Assim que você sair do enquadramento, contorne a pessoa no sentido contrário ao que ela está girando (devagar!) e aguarde que a câmera passe por você novamente;

Aí é só repetir quantas vezes quiser dentro do limite da panorâmica para usar a criatividade em múltiplas versões de você em uma mesma foto!

Além do panodash, é possível quebrar um pouco da monotonia em trechos longos de carro, também utilizando o modo panorâmico: basta segurar a câmera em uma posição fixa enquanto o veículo está em movimento.


5 - Traduza frases e pesquise tudo usando a câmera do seu smartphone


Não é bem um truque, mas com certeza ajuda bastante: você pode utilizar o app Google Tradutor direto na câmera do seu smartphone – desde que ela seja boa, claro – para traduzir frases curtas sem a necessidade de digitá-las. O escaneamento funciona muito bem com documentos, textos grandes (como em caixas e embalagens) e até placas.

Além disso, o Google Goggles permite que você faça pesquisas através de imagens: você tira a foto de uma pintura, por exemplo, e o aplicativo busca na internet maiores informações. Ele pode fazer isso com diversos objetos e também com lugares.

Uma mão na roda pra quem vai viajar e precisa entender de forma rápida o que vai comer ou quer saber mais sobre o lugar aonde está indo!


6 - Um leitor de códigos QR ao alcance da mão


Você provavelmente já deve ter visto um QR code por aí, e alguns podem nem saber o que ele significava. Esses símbolos são amplamente utilizados como ferramenta de publicidade por serem extremamente flexíveis em seu uso: eles podem ser colocados em panfletos e também em outdoors.

Para utilizá-los, basta abrir um app que "leia" o código e apontar a câmera do seu smartphone para ver o que acontece – geralmente você é direcionado para algum site ou, como acontece no caso do WhatsApp Web, autentica seu acesso a algum aplicativo.




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7 - Veja efeitos que seus olhos não conseguem naturalmente



Diferente das câmeras normais, a maior parte dos smartphones captura imagens de forma progressiva por linhas horizontais. Isso significa que, ao capturar fotos ou, principalmente, vídeos de objetos em movimento – como hélices de aeronaves ou rodas de carros –, eles podem parecer meio "estranhos".

Porém esse efeito pode ser muito bacana também, como visto no vídeo acima da captura da oscilação das cordas de um violão, feito com um iPhone. É uma forma de utilizar uma "falha" do sensor para criar um efeito muito bacana.


8 - Revele e digitalize negativos de câmeras antigas



Encontrou alguns negativos antigos e gostaria de ver as imagens contidas nele da forma mais próxima da real? Seu smartphone pode te ajudar! Basta registrar uma imagem do negativo e utilize um efeito – casualmente chamado de, adivinhe, negativo – para que a inversão de cores revele o conteúdo.


9 - Resolva equações matemáticas



Se estiver muito difícil resolver uma equação matemática, seu aparelho pode ser uma ferramenta e tanto. Graças a aplicativos como o PhotoMath – disponível para iOS, Windows Phone e Android –, basta enquadrar o problema com a câmera do seu celular e ele não só resolve a conta pra você como te dá os passos para a resolução. 

Mágico, não? Só não vale usá-lo pra colar na prova!


10 - Transforme a lente do smartphone em lente macro ou telescópica



O truque ajuda aqueles que querem tirar uma foto macro, que permite fazer registros de objetos minúsculos com ótima definição. Para isso, basta pegar um canudo, coletar um pouco de água com ele e adicionar uma gota sobre a lente da câmera do smartphone e fazer o registro.

Já para aqueles que querem improvisar uma telescópica, basta fazer o registro através da lente de um binóculo ou até mesmo de um telescópio, colocando a lente do smartphone no visor dos objetos.


11 - Tire fotos parcialmente debaixo d'água sem estragar o aparelho



Talvez o truque mais simples da lista e que pode ter um resultado muito bacana: basta colocar o seu smartphone dentro de um copo, mergulhá-lo parcialmente na água, de forma que a câmera fique metade "submersa", e fazer o registro.





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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Smartphones versus Tablets






por TecMundo



Ao comprar um computador novo, processador é um item chave, que com certeza pesa na sua decisão. É a peça que funciona como o cérebro do computador, dando comandos e mandando informações para que ele funcione corretamente. Além disso, é um item caro, de alta tecnologia.

Frequentemente, ligamos o termo processador ao computador, esquecendo que os pequenos smartphones e os novíssimos tablets também possuem esta peça, fundamental para o seu funcionamento.





Os novos aparelhos têm várias de funções: câmera digital embutida, video chamadas, interatividade com a internet, jogos, aplicativos e outras milhares de coisas que vão muito além do simples ato de telefonar. 

Por essa razão, o processador é um fator que também deve pesar na sua escolha quando adquirir um novo aparelho. Afinal, de que adianta oferecer inúmeras funções, se na hora de realizá-las o processo é lento e cheio de problemas?

Então, vamos falar um pouco sobre os processadores que estão dentro dos seus aparelhos, para que você fique informado antes de escolher seu próximo gadget!


ARM


A britânica ARM é uma das principais produtoras de processadores para pequenos dispositivos, como smartphones, tablets, GPS, calculadoras, impressoras e também câmeras digitais. Sua importância nessa área é grande, pois a tecnologia desenvolvida pela ARM serve de base para os principais processadores de pequenos gadgets.

Presente em 99% deles, a ARM domina um mercado que despertou o interesse da gigante Intel, que agora também entra na disputa, com novas versões do seu processador Atom.

Como a empresa fabrica os processadores, mas os repassa para outras fabricantes, o nome da ARM não é conhecido, mas sua tecnologia está presente em processadores da Samsung, Apple, Qualcomm, entre outros. Assim, a tecnologia da ARM pode ser adaptada por outras empresas para se adequar às características que cada aparelho pede.

Outro destaque importante dos processadores da ARM é que cada vez mais a empresa trabalha para colocar tecnologia potente dentro de smartphones e tablets. Agora, com o Cortex-A5 e A9, já é possível ter processadores com até quatro núcleos e 2GHz, frequência só antes encontrada em computadores.

Abaixo, podemos ver onde a tecnologia da ARM está presente:



Apple





Com o lançamento do tablet da Apple, o iPad, veio também o processador desenvolvido pela empresa especialmente para o novo aparelho. O Apple A4 tem a tecnologia Cortex-A8, da ARM, e pode funcionar em 1GHz. Apesar de ser um número significativo para o processamento de um smartphone, não implica um excelente processamento para um tablet. 

Boatos davam conta de que a Apple teria aproveitado a arquitetura do Cortex-A9, da ARM, que oferece dois núcleos. No entanto, agora se especula que a Apple esteja trabalhando em uma variação do processador já presente no iPhone. 

O Apple A4 tem como principal característica o baixo consumo de energia, que proporciona grande autonomia para o usuário. Segundo Steve Jobs, o iPad poderá funcionar por até 10 horas, ou até 30 dias em espera. 



Samsung


A Samsung é outra empresa que utiliza tecnologia da ARM em seus processadores. O modelo S5PC100 está presente no iPhone 3GS, trabalha com até 600MHz e 32 bits. Utilizando também a tecnologia Cortex-A8, não é tão eficiente na hora de economizar bateria – o que nos leva a crer que a Apple desenvolveu mais o processador Apple A4 para que ele chegasse à grande autonomia de 10 horas. 

O modelo S5L8900 da Samsung também é utilizado em aparelhos da Apple: o iPhone 3G e nas primeiras gerações do iPod. A frequência desse processador é menor, variando entre 400 e 600mHz. Produzido em 2009, é maior do que o S5PC100, do iPhone 3GS.




Qualcomm


Dos dois principais processadores da Qualcomm, um utiliza arquitetura da ARM, e outro não. O primeiro, modelo MSM7201A, é utilizado em alguns aparelhos da Motorola (DEXT, que opera com Android e Motosurf A3100, com Windows Mobile) e da LG (GT810H, que opera com Windows Mobile). Sua frequência é de 538MHz e ele é baseado no 1136EJ-S, da ARM. 

O segundo, Snapdragon QSD8250, está presente no Nexus One, aguardado aparelho da Google, e também no novo tablet da Dell, o Mini 5. A grande vantagem desse processador é que, a exemplo do Apple A4, ele funciona com a frequência de trabalho de até 1GHz.


Texas Instruments


O Omap 3430, da Texas Instruments, também é baseado em Cortex-A8, da ARM. E o Milestone, da Motorola, traz esse processador. O aparelho concorre com o Nexus One da Google, pois os dois contam com o sistema operacional Android 2.1. 

No entanto, o Nexus One sai na frente, pois o Snapdragon QSD8250 tem frequência de 1GHz, em oposição aos 550MHz do Omap 3430 do Milestone, que no entanto,em outros aparelhos pode chegar até 600mHz. 



Freescale Semiconductor






Esta empresa é a responsável pelos processadores presentes nos dois principais e-readers do mercado: o Kindle, da Amazon, e o Sony Reader. A Freescale Semiconductor também utiliza tecnologia da ARM como base para seus processadores. No entanto, é menos potente do que as tecnologias de tablets e smartphones, pois os e-readers não exigem tanto assim de seus processadores. 

O Kindle possui um processador com tecnologia ARM-11, 532MHz, e o Sony Reader traz um ARM920T, de 200MHz. Agora, a empresa responsável por 90% dos processadores para e-readers anuncia novos chips que pretendem representar uma economia de até U$30 na compra de um leitor eletrônico.


Intel


Com a grande parcela do mercado nas mãos da ARM, a Intel viu uma boa possibilidade de entrar na concorrência. A empresa pretende partir da tecnologia do processador Atom, para especializar-se também na área dos pequenos portáteis.




O Atom foi desenvolvido para netbooks, com o objetivo de deixar o aparelho menor, mais leve, com maior autonomia e mesmo assim sem perder eficiência. A Intel tem sido bem-sucedida, uma vez que a maioria dos netbooks no mercado funciona com processadores Atom. 

A Intel lançou neste mês o Atom N470, que traz uma frequência de 1.83GHz, um pouco a mais do que os 1.66GHz dos outros processadores Atom. Mesmo assim, ainda é um processador desenvolvido para netbooks.

O Atom ainda tem um consumo de energia muito alto para smartphones e tablets. Mas a Intel já corre contra o tempo para concorrer com a ARM. Além de estar desenvolvendo um processador para pequenos gadgets, também começou a vender sua tecnologia para que ela sirva de base para outros fabricantes. 


AMD


A AMD é uma das gigantes na fabricação de processadores para computador. No entanto, já declarou várias vezes que não tem interesse em entrar na briga pelo mercado de netbooks, smartphones e gadgets. 

Recentemente, a AMD lançou o Athlon Neo, que já aparece em alguns netbooks, como o Gateway LT3100. Mas a empresa insiste em afirmar que esse processador foi desenvolvido para “netbooks ultrafinos”, como o MacBook Air, e que não pretende entrar na briga pelo mercado conquistado pelo Atom da Intel.



Esse novo processador da AMD tem núcleo único como o Atom, mas consome mais energia, pois está focado no desempenho gráfico do computador. Portanto, você tem um computador que roda melhor a parte gráfica, mas com baixa autonomia.


O que podemos esperar?


Tanto ARM quanto Intel têm evoluído muito e desenvolvido novas tecnologias em processadores. Com certeza, a entrada da Intel na briga pelo mercado de processadores para pequenos dispositivos só traz bons frutos para o consumidor. Podemos esperar chips cada vez mais rápidos, menores e mais eficientes. Além disso, preço e tempo de autonomia também são duas características que podem ser melhoradas. 

No entanto, os processadores disponíveis no mercado ainda não correspondem às expectativas. Funcionam razoavelmente bem na maioria dos smartphones, mas deixam a desejar no desempenho dos tablets. 

Já os modelos para netbooks precisam de melhoras para aliar a questão gráfica ao desempenho, e consomem energia demais para serem utilizados nos tablets. Portanto, o número de funções desempenhadas por estes gadgets pode ser grande, mas ainda precisam de bons chips para desempenhar o papel fundamental de processamento.