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sexta-feira, 13 de março de 2015

A História da Apple III



Hospedagem de site ilimitadaAnsiosos pela terceira parte da história da companhia mais valiosa do mundo? Quer saber o que aconteceu após a volta do gênio Steve Jobs? Então vamos lá:

Lembram-se que nossa última parte terminou com a volta de Steve Jobs à companhia? Pois bem, sigamos: No momento da volta de Jobs, a Apple estava se readequando para sair do buraco que estava sendo cada vez mais enterrada.

Além de comprar a empresa criada por Steve Jobs, a Next Computer, a Apple adquiriu várias outras empresas do ramo de softwares de produção digital, uma estratégia de realinhar seus pensamentos e criar um portfólio de produção digital profissional e ou para o consumidor. Entre suas aquisições estão o software Final Cut Pro da Macromedia, em 1998, indicando sua expansão no mercado de edição de vídeo digital, a empresa Nothing Real e a Emagic em 2002.

Como resultado da compra do Final Cut surgiram o IMovie para os consumidores domésticos e o Final Cut Pro para os profissionais em 1999. O software logo passou a ser um programa de edição de vídeo bastante utilizado, alcançando a marca de 800 mil usuários registrados no início de 2007. Já a compra da Nothing Real rendeu o software de composição digital “Shake”, e através do Emagic a aplicação GarageBand. Haveria ainda o lançamento do iPhoto que concluiria a suíte iLife.

Acha que essa foi uma grande mudança? Espere até ver a próxima: Sabe a Microsoft, aquela mesma empresa com a qual a Apple lutou judicialmente por anos? Pois saiba que a Apple e Microsoft aliaram-se em um acordo de 150 milhões de dólares.







O negócio ocorreu em 1997, quando a Microsoft comprou 150 milhões de dólares em ações sem direito de voto da Apple. Mas não pense que o negócio foi porque a Microsoft e legal e é queria ajudar a salvar a rival da falência, a verdade é bem menos distinta. Na verdade a aliança foi porque a Microsoft queria desenvolver uma versão do pacote Office para o sistema operacional da maçã.

Paralelamente a essas estratégias de inovação digital, Steve Jobs voltou à Apple com uma missão: reinventar a marca que morria lentamente e rumava à falência. E foi justamente isso que ele fez. Em 15 de agosto de 1998, a Apple apresentou sua nova arma: um computador “tudo em um”: o iMac. A equipe de design do iMac foi liderada por Jonathan Ive, aposta pessoal de Jobs, que mais tarde iria projetar também o iPod e o iPhone.



O iMac, produzido até hoje, em sua 8ª geração, contou com tecnologia moderna e um design único desde a primeira versão, a G3. E se você está se perguntando se p produto emplacou, veja este dado: O primeiro iMac vendeu cerca de 800 mil unidades em seus primeiros cinco meses!!




Inovando ao ser o primeiro modelo de computador a destoar da característica cor bege e apresentar modelos coloridos, a versão inicial chegava ao consumidor com até 128gb de HD, entre 32 e 512 mb de memória Ram e processador de 233 mhz até 750 mhz, dependendo da configuração escolhida. Hoje em dia os iMac’s são conhecidos por seu alto desempenho, sendo a escolha da maioria dos hardcore users como designers, editores de vídeo, desenvolvedores, etc. A última geração, chamada de Slim Unibody iMac, conta com tela de até 27 polegadas, memória de até 32gb, processador intel i7, além de um design único (os computadores da Apple começaram a migrar para a tecnologia da Intel em 2005, segundo Steve Jobs, os desenvolvedores da IBM não estavam atendendo às demandas necessárias que a empresa precisava para ganhar mercado).

Detalhe: Se você quiser o topo de linha, a exclusividade total, e não se importar de pagar por isso, pode escolher o iMac de 27 polegadas de 5k, a maior qualidade de resolução do planeta Terra. As configurações apontam um processador Intel Core i5 quad core de 3,5GHz com Turbo Boost de até 3,9GHz, 8GB de memória (duas de 4GB), Fusion Drive de 1TB1 e AMD Radeon R9 M290X com 2GB de memória de vídeo;.


Um outro fator que chamou a atenção das pessoas quanto ao iMac, na época de seu lançamento, foi um dos comerciais vinculados na mídia. Apelidado de " Shootout simplicity", um garoto de 7 anos e seu border collie de nome Brodie são desafiados a montar um iMac, correndo contra Adam Taggart, um estudante de MBA da Universidade de Stanford, com um HP Pavilion 8250. Em uma corrida para ver quem acessava montava primeiro a máquina e acessava a internet, Johann e Brodie terminou em 8 minutos e 15 segundos, enquanto Adam ainda estava trabalhando nele até o final do comercial, ele demoraria quase 30 minutos para realizar a tarefa. Confira:

Com o sucesso das vendas do iMac a Apple começou novamente a respirar com mais alívio, podendo planejar então uma nova inovação entre sua linha de produtos: estava na hora de reformular o famoso Mac OS, seu sistema operacional. A ideia era criando uma plataforma nova que fosse poderosa e unisse o poder e a estabilidade do sistema Unix com a praticidade e elegância do consagrado Mac OS. Pois eles conseguiram, e em 2001 foi lançado o Mac OS X V 10.0 Cheetah.

Mas somente o mercado de computadores não era a visão que Steve Jobs tinha para a empresa. Ele queria mais, bem mais. Foi assim que foi lançado em 2001 o MP3 player iPod junto com a loja iTunes, a plataforma mais bem-sucedidas de venda online de músicas de todos os tempos.

Chegando hoje a até 160gb de capacidade, a primeira geração dos iPod começou de forma modesta, com apenas 5gb de armazenamento. Hoje existem diversas versões e gerações do aparelho. O iPod Classic, por exemplo, está atualmente em sua 6ª geração, o iPod Mini em sua 2ª, o iPod Nano em sua 7º geração, o iPod Shuffle em sua 4ª e o iPod Touch em sua 5º geração.





Revolucionando o mundo da música, onde agora as pessoas não precisam mais sair com um enorme discman na cintura, o iPod, minúsculo e com milhares de músicas em seu interior consagrou-se como o maior sucesso de vendas da Apple, sendo superado somente em 2010 pelo iPhone. Até o final de 2013 a Apple vendeu quase 400 milhões de iPods no mundo, somando todos os modelos. Por este sucesso e pelo sucesso da iTunes Store (como veremos abaixo), em 2007 o valor das ações da Apple passaram pela primeira vez da casa dos 100 dólares.



Parte do sucesso do iPod foi dividido e resultado do iTunes. Comprado pela Apple em 2000, a plataforma que integrava música, vídeo, um avançado sistema de bibliotecas, compra e download de músicas, aplicativos, jogos, filmes, rádios, sincronização e backup de dispositivos e periféricos da marca, podcasts, programas de tv, audiobooks, gerenciamento de contas, etc. foi um sucesso desde seu lançamento.

Hoje o depósito do software conta com mais de 37 milhões de músicas à venda, 1 milhão de podcasts, 40 mil clipes de música (somente nos EUA), 20 mil audiobooks, 3 mil programas de Tv (somente nos EUA), 45 mil filmes (somente nos EUA) e 1 milhão de aplicativos. E para quem acreditava que vender músicas, filmes ou qualquer cosia que poderia ser obtida de graça na internet nunca daria certo, prepare-se para as cifras:


Relacionado

App Store atinge marca de 1 milhão de aplicativos Nas primeiras 18 horas de atividade da loja foram vendidas 275 mil músicas; a música de número 1 milhão demorou 5 dias para ser alcançada. Na versão para Windows essa meta foi batida ainda antes, em 3 dias! Segundo Steve Jobs, na conferência MacWorld de 2004, houve um usuário que comprou 29 mil e 500 dólares de música na iTunes Store. Em 2008 a empresa chegava a vender 60 milhões de aplicativos por mês e registrar lucros de mais de 1 milhão de dólares por dia.

Agora veja os últimos dados informados pela Apple: 25 bilhões de músicas vendidas; 45 milhões de vídeos, 50 milhões de episódios de Tv, 2 milhões de filmes, 2 milhões de episódios de tv em HD e mais de 60 bilhões de aplicativos. Estas cifras lhe conferem o título de maior vendedor de música dos Eua, maior vendedor de filmes online do mundo. E ainda tinha gente que não acreditava em vender algo por 99 centavos de dólar...

No iTunes Store do Brasil o Itunes Match, o serviço de venda de músicas e de filmes foi introduzido em 13 de dezembro de 2011, e a de livros em 22 de outubro de 2012. Além disso, se sua conta é brasileira, você também tem acesso a clipes musicais, podcasts, programas de afiliados, apps, eiTunes university. O preço por música varia entre 0.69 a 1.29 dólares americanos.

Abaixo veja, em verde, os países onde o iTunes Store está disponível
.



E você, leitor? Na época em que foi lançada a iTunes Store acreditava na compra e venda daquilo que poderia ser obtido de graça no Pirate Bay? Comente aí embaixo e até a próxima, com os iPhones, iPads, a morte de Steve Jobs e a última parte da história da Apple. 







sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A História da Apple II

por Maximiliano Meyer

Curioso para saber o que houve com a Apple depois que ela gentilmente convidou Steve Jobs a deixar a corporação? Leia abaixo como foi esse período.

Gostaram da nossa parte 1 sobre a história da Apple? Não leu ainda? Clique aqui e leia o primeiro post na íntegra. Abaixo segue a continuação dessa história:

Após a saída de Steve Jobs a empresa precisava se reinventar e apostar em um novo mercado, e nada melhor do que isso do que a grande novidade da época: Os computadores portáteis. O primeiro portátil da Apple chamou-se Macintosh Portable, que contava com um processador de 16 mega-hertz e memória de 1 megabyte, expansível até 9 megabytes, a bateria garantia 12h de independência. O portátil foi lançado em 1989 ao preço inicial era de US$ 6.500 (quase 12.500 dólares em valores atuais), e de portátil não tinha muita coisa, pesava 7.5 kilos...

       

Embora não tenha vendido tão bem quanto a Apple esperava e ter sido eleito recentemente pela revista especializada Pc World como a 17ª pior produto tecnológico de todos os tempos, essa máquina serviu de experiência para que a Apple trabalhasse em seu próximo lançamento portátil: o Powerbook em 1991, mesmo ano em que a empresa apresentou seus primeiros modelos com tela colorida, uma verdadeira revolução.

Esse notebook tinha um processador com capacidade de 16 mhz e memória de 2 a 8 mb. Seu preço já era bem mais acessível, custando US$ 2.300 dólares (pouco mais de 4 mil dólares). O Powerbook foi um verdadeiro sucesso, teve "apenas" 1 milhão de dólares destinados ao marketing, e, mesmo assim, geraou 1 bilhão de dólares em vendas, somente no seu primeiro ano. Ao contrário do seu antecessor que foi escolhido um dos piores produtos tecnológicos do mundo (Apple III), este foi eleito o 10º melhor pela mesma revista.

Em grande parte por “culpa” das vendas bilionárias o Powerbook, muitos analistas dizem que nesse momento iniciava-se a era de ouro da Apple, o que ela soube aproveitar muito bem.Nos anos seguintes a empresa lançaria mais de 15 modelos diferentes de Powerbok e Powerbook Duo, os lucros foram incríveis.




No entanto, o período de vacas gordas não durou muito, em 1993 ela resolveu descontinuar a série Apple II que se tornava muito cara para ser produzida e não conseguia fazer frente à série Macintosh, sua linha mais barata e vendável. Para ajudar, a Microsoft estava despontando como a maior empresa do mundo no ramo da computação, com seus pc’s mais baratos que o concorrente.

Ao invés de a Apple utilizar os enormes lucros das vendas para “contra-atacar” com pesquisa, inovação e produtos, resolveu processar a Microsoft, alegando que o projeto gráfico de seus pc’s era uma cópia do Apple Lisa. A disputa judicial se arrastou por vários anos até ser indeferida. Ao final deste período a Microsoft já era a maior empresa de tecnologia do mundo e a Apple só piorava.

Para tentar combater a Microsoft, a Apple se aliou a IBM e a Motorola na aliança AIM. O objetivo era criar uma nova plataforma de computação que usaria hardwares da IBM e da Motorola com os softwares da Apple. O objetivo da aliança era que a experiência em desenvolver hardwares da Motorola e IBM aliada às experiências bem suceddidas da Apple fosse deixar o PC da Microsoft muito atrás. Como resultado, a Apple lançou o Macintosh Power, o primeiro de muitos computadores da marca a usarem o processador PowerPC da Motorola.





Porém, nada dava certo, era um desastre atrás do outro: Demissões em massa, troca de presidentes, tentativas frustradas de melhorar o Mac OS, etc. Para piorar o lado da empresa da maçã, ao mesmo tempo em que a Microsoft ganhava (muito) terreno e uma disputa judicial se arrastava por anos, uma série de grandes fracassos de produtos e prazos não cumpridos terminaram por manchar a reputação da Apple. Quer exemplos? O Macintosh especial para comemorar os 20 anos da Apple.



A história é a seguinte: Com o aniversário de 20 anos da empresa que se aproximava cada vez mais, a Apple decidiu que deveria lançar algo especial para a data não passar em branco. Aproveitando a ocasião eles aproveitaram para lançar um Macintosh em edição comemorativa de 20 anos. A ideia era lançar um produto diferenciado e exclusivo para os consumidores.

Assim surgiu o 20th Anniversary Macintosh, um computador com 250 mhz de processador, e 32 ~ 128 mb de memória ram, a tela de LCD tinha 12 polegada e alcançava uma resolução de 800x600.

O problema era que nem mesmo a Apple sabia o que estava fazendo, tanto que a edição comemorativa aos 20 anos da empresa foi lançado quase 1 ano depois do aniversário! Para piorar, o computador foi lançado com o incrível valor de US$ 7.499 (mais de 11 mil dólares, hoje). Se você ainda não entendeu a dimensão do fracasso, veja isso: Somente 12 mil unidades deste modelo foram fabricadas (imagine quantas foram vendidas) e o computador foi tirado de produção menos de um ano após seu lançamento.

Quer ver mais um desastre da Apple? Já ouviu falar que ela desenvolveu um videogame? Não? Exatamente.

Bom, você pode até não conhecer nenhum videogame da Apple, mas certamente conhece o Mega Drive, o Nintendinho, o Super Nintendo, o Game Boy, o Playstation, etc. certo? Sabe o que eles têm em comum? Todos eles são sucessos de venda nos anos 90, a era de ouro dos consoles, quando empresas como Nintendo, Sega e Sony tiveram ganhos astronômicos. Pensando justamente nisso, querendo uma fatia desse mercado, a Apple teve a brilhante ideia de entrar no mundo dos games. Seu trunfo? o Apple Bandai Pippin.


Diferente dos consoles da Nintendo e de outros nomes de sucesso, cujos lucros vinham principalmente do licenciamento dos jogos, a Apple resolveu inovar novamente e apostar no licenciamento de uma plataforma baseada no Mac OS para lançar seu videogame. Para utilizá-la o desenvolvedor teria de pagar uma licença para receber as especificações de arquitetura e kits de desenvolvimento e, posteriormente, receberia royalties por cada unidade fabricada e vendida. A única produtora grande por trás dos games do Pippin era a própria Bandai, parceira no desenvolvimento do console. No final das contas, em seu pouco tempo de vida (1 ano) o veideogame somou menos de 80 games disponíveis.

Das 100 mil unidades do Pippin que foram produzidas pela parceria Apple/Bandai, somente 42 mil delas foram comercializadas a US$ 599 cada, mais um motivo crucial no fracasso da plataforma. Por este motivo o Pippin galgou a posição de número 22 na mesma lista citada anteriormente, que escolher os piores dispositivos eletrônicos do mundo.

No entanto, um ponto positivo pode ser tirado de toda essa série de fracassos: a Apple viu que precisavam de algo a mais se quisessem sair do buraco, e essa cartada na manga tinha nome: Steve Jobs. Após a compra da empresa criada por ele quando saiu da Apple em 1985, a Next Computer, Steve Jobs retomou à Apple ocupando agora a função de conselheiro, em 1997.

E tem mais.... Aguarde! 






quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A História da Apple




por Maximiliano Meyer

Qual a primeira coisa quem lhe vem à cabeça quando dizemos celular, smartphone ou até mesmo telefone o que você responde? Se você disse iPhone já estamos nos entendendo.

Mas o que fez um único modelo de celular (entre tantos outros no mercado) virar sinônimo para um produto tão amplo? O que fez, da mesma forma, o iPod virar sinônimo para reprodutor de músicas, iPad virar sinônimo de tablet, etc.?

A resposta poderia ser uma soma de fatores, como gênios do marketing, funções inovadoras, pessoas certas no lugar certo e na hora certa, ideias roubadas, métodos controversos, produtos exclusivos, únicos, etc. No artigo de hoje iremos tentar ver quais (ou todos) destes fatores levaram a Apple ao patamar que ela ostenta hoje. 

Mas e como uma marca se torna um mito? Uma referência cultural e objeto de desejo? O que faz um produto ser tão valioso apenas por ter o logo de uma maçã mordida em seus equipamentos? O que fez a Apple ser a empresa mais valiosa do mundo com a incrível marca de cerca de 464 bilhões de dólares? A tarefa é difícl, e talvez impossível, mas iremos tentar analisando a história da marca. Abordando seus lançamentos, produtos, líderes, etc. desde o começo. O caminho é longo, por isso dividiremos o artigo em partes.Bom, comecemos então:

Assim como a maioria das gigantes da tecnologia, a Apple foi fundada em 1976 por dois estudantes, um no colegial e outro na universidade da Califórnia, estamos falando dos sócios "Steve’s": o gênio, para alguns e uma fraude para outros, Steve Jobs e Steve Wozniak, respectivamente. O encontro dos dois foi inesperado, segundo o próprio Wozniak: “Nós nos encontramos pela primeira vez em 1971, durante meus anos de faculdade, enquanto ele [Steve Jobs] estava no colégio. Um amigo disse, 'você deve conhecer Steve Jobs, porque ele gosta de eletrônica e também faz pegadinhas.’ Assim, ele nos apresentou”, contou ele a ABC.

A marca teve como projeto inicial o computador Apple I, desenvolvido por Wozniak entre uma aula e outra na universidade. Embora bastante avançado e audacioso para a época (1976), o Apple I foi recusado pelas gigantes Atari e HP (para quem Steve Jobs havia trabalhado em um emprego de verão e Wozniak trabalhava em um emprego de tempo integral), que recusaram-se a comprar o mesmo, alegando que não enxergavam um mercado promissor para os computadores pessoais em um futuro próximo. Mesmo com a negativa, a dupla acreditou em seu produto e resolveu levar o projeto em frente, produzindo-o com recursos próprios.

No entanto, mesmo com todos os esforços da dupla o Apple I não teve boas vendas, totalizando um total de pouco mais de 200 unidades comercializadas. O preço é um caso à parte: US$ 666,66 dólares, uma brincadeira da dupla. Em valores corrigidos, o Apple I custaria um pouco mais de US$ 5.000. Mesmo com as vendas inferiores àquelas que seus criadores desejavam, os lucros sustentaram a Apple durante todo o ano seguinte, permitindo que eles tivessem aporte financeiro para trabalhar na produção e lançamento de versões mais potentes. Falando em potência, o Apple I tinha processador de 1 mega-hertz e 8kb de memória (4kb para carregar o interpretador Basic, e os demais para programas), expansível até 48kb, menos do que seu micro-ondas, hoje, ou seu controle remoto, certamente.


No primeiro computador da Apple era comercializado somente a placa em uma caixa de papelão, sem qualquer tipo de gabinete, por isso era comum que os Apple I fossem instalados dentro de caixas de madeira feitas artesanalmente, como esta acima.

Em 2005 estimou-se que existiam cerca de 30 a 50 unidades no mundo, sendo leiloados por até 50 mil dólares cada. Recentemente, em outubro de 2014, o museu Henry Ford comprou uma unidade em leilão por US$905.000, cerca de 2,2 milhões de reais. Segundo leiloeiros, o Apple I é a relíquia mais valiosa ligada ao mundo digital.

Como continuação de suas pesquisas a Apple apresentou o Apple II no ano seguinte. Com este modelo finalmente a Apple conseguiu alcançar o sucesso, apesar do alto preço para a época: US$ 1.298, cerca de 10.000 dólares em valores atuais.

Em suas configurações, o Apple II vinha com modestos 4 KB de memória, expansível até 52kb, e 12 KB de memória ROM, uma grande sacada para a época, já que assim ele podia armazenar um interpretador BASIC (linguagem padrão da época) e o software de bootstrap, lido no início do boot. Com isso era só ligar e imediatamente começar a programar ou carregar programas (no Apple I, era preciso primeiro carregar a fita com o BASIC, para só depois fazer outra coisa). Seu sistema de armazenamento tinha 120kb de espaço.

Detalhe: as placas expansíveis eram fabricadas por uma empresa recém formada que talvez você já tenha ouvido falar: Microsoft.

O Apple II já era bem mais parecido com um computador atual, pois vinha com as características que estamos acostumados a ver hoje em dia em uma máquina, como um gabinete de plástico e até um teclado incorporado. O computador foi lançado em uma série de versões diferentes, e entre as inovações apresentadas já no primeiro modelo, podemos citar a placa gráfica (com o máximo de resolução 280 x 192 e 6 cores) e o sistema de saída de som.


Um dos programas mais populares para o Apple II foi o Visual Calc, ancestral dos programas de planilha atuais

A linha Apple II se tornou tão popular que sobreviveu até o início dos anos 90, acumulando entre 5 e 6 milhões de unidades vendidas em 17 anos de produção, o que lhe concedeu o título de o computador pessoal por mais tempo produzido até hoje. O último lançamento da série foi o Apple IIC Plus, que utilizava um processador de 4 MHz e memória de 128kb, expansível até 1,25mb. Esta versão vinha também com um drive de disquetes de 3.5", bastante parecido com o último modelo disponível às pessoas até alguns anos atrás.





Com o sucesso do Apple II a empresa não perdeu tempo em desenvolver o sucessor, o Apple III. Com processador de 2 mhz e memória de 128kb, expansível até 512kb a promessa acabou se tornando um verdadeiro fracasso. Principalmente por não ter sido desenhado pelo mesmo criador dos modelos anteriores, Steve Wozniak, e sim, pela equipe de marketing da Apple, cuja única preocupação era serguir à risca as ideias malucas e devaneios de Steve Jobs.

Por causa disso, o Apple III saiu das fábricas cheio de defeitos. Por exemplo: não possuía ventoinhas de refrigeração (uma obsessão de Steve Jobs), e por isso esquentava rápido demais, travava constantemente, além de suas peças simplesmente se soltar. Como Wozniak, que já não aguentava mais Steve jobs falara depois, o Apple III era uma máquina que "tinha 100% de falhas de hardware". Por fim, o computador que custava US$ 4.340 vendeu somente 75 mil unidades, das quais 14 mil retornaram à Apple por defeitos e insatisfação dos clientes.

Paralelamente ao fracasso do Apple III, o Apple II fazia um enorme sucesso, permitindo à empresa começar a investir no desenvolvimento de computadores com interface gráfica, possibilidade de conexão em rede e mouse. A "ideia" afirma-se surgiu após uma visita de Steve Jobs ao laboratório da Xerox, onde computadores com interface gráfica já eram desenvolvidos desde a década de 70 (embora sem sucesso, devido ao alto custo). Essa visita de Steve Jobs à sede da Xerox é até hoje um dos casos mais polêmicos da história da computação, e nem é pela veracidade da história, que já foi, inclusive, confirmada pelo próprio Steve Jobs, veja o que ele disse certa vez; “Quer dizer, Picasso tinha um ditado que afirmava: ‘Artistas bons copiam, grandes artistas roubam’. E nós nunca sentimos vergonha de roubar grandes ideias.” Em outra oportunidade ele diria: “Eles estavam com a cabeça em copiadoras e não tinham a mínima ideia sobre o que um computador podia fazer. Eles simplesmente transformaram em derrota a maior vitória da indústria de computadores. A Xerox poderia ter sido dona de toda a indústria de computadores.”

E essas “inspirações” que a Xerox deu a Steve Jobs seriam transformadas em inovação no lançamento do seu novo modelo: o Apple Lisa (nome da filha de Jobs e mais uma de suas excentricidades), em 1983. O modelo saía de fábrica com as seguintes configurações: processador de 5 MHz, 1 MB de memória RAM, dois drives de disquete de 5¼ de alta densidade, HD de 5 MB e um monitor de 12 polegadas, com resolução de 720 x 360. Uma configuração excepcional à época. Outro ponto chave do Lisa é que este modelo contava com uma suíte de aplicativos de escritório semelhantes ao que o Office faz por nós hoje (imagem acima). O ponto negativo deste modelo era o preço: US$ 9.996 dólares da época (suficiente para comprar 5 PCs, seu concorrente, fabricados pela IBM), cerca de US$ 23.666 dólares atuais, mais de 60 mil reais!



Apple Lisa


Fruto de um investimento de cerca de US$ 150 milhões, a conta do Apple Lisa acabou dando prejuízo. Embora fosse melhor do que os concorrentes, ele não obteve sucesso considerável, ainda mais tendo em vista que o Apple II ia de vento em popa na mesma época. No total, foram produzidas cerca de 100.000 unidades em dois anos, sendo a maior parte delas vendidas com grandes descontos, e muitas vezes abaixo do preço de custo, por exemplo, um lote de 5.000 unidades que foi vendido para a Sun em 1987, após a descontinuação do modelo.

Como lado positivo, podemos dizer que o desenvolvimento do Lisa serviu de base para o Macintosh, um dos maiores sucessos da época e da própria Apple. Lançado em 1984, falou-se na época que ele tinha vindo para ameaçar o monopólio dos PCs. A configuração, similar a dos PCs, tinha processador de 8 MHz, 128 KB de memória e um monitor de 9 polegadas. A grande arma do Macintosh contra seu concorrente era o MacOS 1.0 (outro resquício do Lisa, porém otimizado para consumir muito menos memória). Seu sistema operacional inovador, diferentemente do MS-DOS era totalmente feito para funcionar com interface gráfica e mouse, facilitando muito a operação das máquinas.

O Macintosh foi o primeiro dos sucessos de marketing da empresa, característica que se tornaria uma caravterística e pautaria os lançamentos da marca até hoje. No superbowl XVIII, em janeiro de 1984 a Apple pagou uma enorme quantia de dinheiro para ter o anúncio abaixo veiculado para todos os Estados Unidos através de três redes nacionais ABC, CBS e NBC, além de cinquenta estações locais. O A ideia do comercial foi baseada na obra caótica “1984” do autor George Orwell e dirigida por Ridley Scott. Segundo a Tv Guide este é o maior comercial de todos os tempos.

Em 1985, à medida que o Macintosh tornava-se um sucesso de vendas, Steve Jobs, que tinha recebido a missão de reunir e liderar as equipes do Macintosh e do Lisa tornava-se cada vez mais autoritário e maldoso. Sua personalidade difícil e suas excentricidades já começavam a criar problemas internos, o que levou a empresa a cogitar cada vez mais seu afastamento.

Em maio do mesmo ano com o esfriamento das vendas do Macintosh, o conselho de administração da empresa decidiu afastá-lo da equipe. A empresa deu ainda uma oportunidade para que Jobs ficasse com o título de presidente do conselho e no papel de visionário dos produtos, sem o controle de qualquer divisão ou encargo operacional. No entanto, dotado de uma megalomania típica dos grandes líderes, ele não aceitou e agora estava fora da empresa que há quase 10 anos atrás havia sido um dos fundadores.

Steve Jobs foi demitido de sua própria companhia e agora saía para fundar uma outra empresa de computadores, a NeXT. No ano seguinte, ele compraria a Pixar da Lucasfilm, que anos mais tarde ficaria famosa por apresentar uma nova linguagem de animação 3D para desenhos animados. A Pixar revolucionária a história do cinema até ser comprada pela Walt Disney em 2006 por 7,4 bilhões de dólares. 

Tem muito mais. Aguarde!





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Smartphones versus Tablets






por TecMundo



Ao comprar um computador novo, processador é um item chave, que com certeza pesa na sua decisão. É a peça que funciona como o cérebro do computador, dando comandos e mandando informações para que ele funcione corretamente. Além disso, é um item caro, de alta tecnologia.

Frequentemente, ligamos o termo processador ao computador, esquecendo que os pequenos smartphones e os novíssimos tablets também possuem esta peça, fundamental para o seu funcionamento.





Os novos aparelhos têm várias de funções: câmera digital embutida, video chamadas, interatividade com a internet, jogos, aplicativos e outras milhares de coisas que vão muito além do simples ato de telefonar. 

Por essa razão, o processador é um fator que também deve pesar na sua escolha quando adquirir um novo aparelho. Afinal, de que adianta oferecer inúmeras funções, se na hora de realizá-las o processo é lento e cheio de problemas?

Então, vamos falar um pouco sobre os processadores que estão dentro dos seus aparelhos, para que você fique informado antes de escolher seu próximo gadget!


ARM


A britânica ARM é uma das principais produtoras de processadores para pequenos dispositivos, como smartphones, tablets, GPS, calculadoras, impressoras e também câmeras digitais. Sua importância nessa área é grande, pois a tecnologia desenvolvida pela ARM serve de base para os principais processadores de pequenos gadgets.

Presente em 99% deles, a ARM domina um mercado que despertou o interesse da gigante Intel, que agora também entra na disputa, com novas versões do seu processador Atom.

Como a empresa fabrica os processadores, mas os repassa para outras fabricantes, o nome da ARM não é conhecido, mas sua tecnologia está presente em processadores da Samsung, Apple, Qualcomm, entre outros. Assim, a tecnologia da ARM pode ser adaptada por outras empresas para se adequar às características que cada aparelho pede.

Outro destaque importante dos processadores da ARM é que cada vez mais a empresa trabalha para colocar tecnologia potente dentro de smartphones e tablets. Agora, com o Cortex-A5 e A9, já é possível ter processadores com até quatro núcleos e 2GHz, frequência só antes encontrada em computadores.

Abaixo, podemos ver onde a tecnologia da ARM está presente:



Apple





Com o lançamento do tablet da Apple, o iPad, veio também o processador desenvolvido pela empresa especialmente para o novo aparelho. O Apple A4 tem a tecnologia Cortex-A8, da ARM, e pode funcionar em 1GHz. Apesar de ser um número significativo para o processamento de um smartphone, não implica um excelente processamento para um tablet. 

Boatos davam conta de que a Apple teria aproveitado a arquitetura do Cortex-A9, da ARM, que oferece dois núcleos. No entanto, agora se especula que a Apple esteja trabalhando em uma variação do processador já presente no iPhone. 

O Apple A4 tem como principal característica o baixo consumo de energia, que proporciona grande autonomia para o usuário. Segundo Steve Jobs, o iPad poderá funcionar por até 10 horas, ou até 30 dias em espera. 



Samsung


A Samsung é outra empresa que utiliza tecnologia da ARM em seus processadores. O modelo S5PC100 está presente no iPhone 3GS, trabalha com até 600MHz e 32 bits. Utilizando também a tecnologia Cortex-A8, não é tão eficiente na hora de economizar bateria – o que nos leva a crer que a Apple desenvolveu mais o processador Apple A4 para que ele chegasse à grande autonomia de 10 horas. 

O modelo S5L8900 da Samsung também é utilizado em aparelhos da Apple: o iPhone 3G e nas primeiras gerações do iPod. A frequência desse processador é menor, variando entre 400 e 600mHz. Produzido em 2009, é maior do que o S5PC100, do iPhone 3GS.




Qualcomm


Dos dois principais processadores da Qualcomm, um utiliza arquitetura da ARM, e outro não. O primeiro, modelo MSM7201A, é utilizado em alguns aparelhos da Motorola (DEXT, que opera com Android e Motosurf A3100, com Windows Mobile) e da LG (GT810H, que opera com Windows Mobile). Sua frequência é de 538MHz e ele é baseado no 1136EJ-S, da ARM. 

O segundo, Snapdragon QSD8250, está presente no Nexus One, aguardado aparelho da Google, e também no novo tablet da Dell, o Mini 5. A grande vantagem desse processador é que, a exemplo do Apple A4, ele funciona com a frequência de trabalho de até 1GHz.


Texas Instruments


O Omap 3430, da Texas Instruments, também é baseado em Cortex-A8, da ARM. E o Milestone, da Motorola, traz esse processador. O aparelho concorre com o Nexus One da Google, pois os dois contam com o sistema operacional Android 2.1. 

No entanto, o Nexus One sai na frente, pois o Snapdragon QSD8250 tem frequência de 1GHz, em oposição aos 550MHz do Omap 3430 do Milestone, que no entanto,em outros aparelhos pode chegar até 600mHz. 



Freescale Semiconductor






Esta empresa é a responsável pelos processadores presentes nos dois principais e-readers do mercado: o Kindle, da Amazon, e o Sony Reader. A Freescale Semiconductor também utiliza tecnologia da ARM como base para seus processadores. No entanto, é menos potente do que as tecnologias de tablets e smartphones, pois os e-readers não exigem tanto assim de seus processadores. 

O Kindle possui um processador com tecnologia ARM-11, 532MHz, e o Sony Reader traz um ARM920T, de 200MHz. Agora, a empresa responsável por 90% dos processadores para e-readers anuncia novos chips que pretendem representar uma economia de até U$30 na compra de um leitor eletrônico.


Intel


Com a grande parcela do mercado nas mãos da ARM, a Intel viu uma boa possibilidade de entrar na concorrência. A empresa pretende partir da tecnologia do processador Atom, para especializar-se também na área dos pequenos portáteis.




O Atom foi desenvolvido para netbooks, com o objetivo de deixar o aparelho menor, mais leve, com maior autonomia e mesmo assim sem perder eficiência. A Intel tem sido bem-sucedida, uma vez que a maioria dos netbooks no mercado funciona com processadores Atom. 

A Intel lançou neste mês o Atom N470, que traz uma frequência de 1.83GHz, um pouco a mais do que os 1.66GHz dos outros processadores Atom. Mesmo assim, ainda é um processador desenvolvido para netbooks.

O Atom ainda tem um consumo de energia muito alto para smartphones e tablets. Mas a Intel já corre contra o tempo para concorrer com a ARM. Além de estar desenvolvendo um processador para pequenos gadgets, também começou a vender sua tecnologia para que ela sirva de base para outros fabricantes. 


AMD


A AMD é uma das gigantes na fabricação de processadores para computador. No entanto, já declarou várias vezes que não tem interesse em entrar na briga pelo mercado de netbooks, smartphones e gadgets. 

Recentemente, a AMD lançou o Athlon Neo, que já aparece em alguns netbooks, como o Gateway LT3100. Mas a empresa insiste em afirmar que esse processador foi desenvolvido para “netbooks ultrafinos”, como o MacBook Air, e que não pretende entrar na briga pelo mercado conquistado pelo Atom da Intel.



Esse novo processador da AMD tem núcleo único como o Atom, mas consome mais energia, pois está focado no desempenho gráfico do computador. Portanto, você tem um computador que roda melhor a parte gráfica, mas com baixa autonomia.


O que podemos esperar?


Tanto ARM quanto Intel têm evoluído muito e desenvolvido novas tecnologias em processadores. Com certeza, a entrada da Intel na briga pelo mercado de processadores para pequenos dispositivos só traz bons frutos para o consumidor. Podemos esperar chips cada vez mais rápidos, menores e mais eficientes. Além disso, preço e tempo de autonomia também são duas características que podem ser melhoradas. 

No entanto, os processadores disponíveis no mercado ainda não correspondem às expectativas. Funcionam razoavelmente bem na maioria dos smartphones, mas deixam a desejar no desempenho dos tablets. 

Já os modelos para netbooks precisam de melhoras para aliar a questão gráfica ao desempenho, e consomem energia demais para serem utilizados nos tablets. Portanto, o número de funções desempenhadas por estes gadgets pode ser grande, mas ainda precisam de bons chips para desempenhar o papel fundamental de processamento.







sábado, 17 de janeiro de 2015

A Segurança dos Tablets





por Júlio Carvalho

Por que devemos nos preocupar com a segurança da “sensação” do momento do que existe no mundo tecnológico? Já que muitas pessoas acreditam que eles são muito ou totalmente seguros contra ataques de vírus e roubo de dados, falarei sobre o que tem acontecido e o que está sendo previsto, e muito provavelmente, irá acontecer em relação a segurança dos tablets.

Com “X” fabricantes desenvolvendo “Y” tipos de Tablets (Motorola Xoom, Apple iPad, Samsung Galaxy Tab, HP TouchPad, Dell Streak 7, RIM PlayBook etc) em cima de “Z” Sistemas Operacionais diferentes (Android, iOS, WebOS, BlackBerry Tablet OS), fica difícil decidir qual comprar. Proteger e tomar cuidado com seu uso então, nem se fala.

Apesar de existirem falhas de segurança documentadas em todos os sistemas, os crackers tem voltado sua atenção para o sucesso dos iPad’s e demais tablets com sistema Android. Todos sabem das restrições da Apple aos seus sistemas e hardwares, com o iPad isso não é diferente.

A quantidade de aplicativos desenvolvidos para o iPad é gigantesca, mas antes de serem disponibilizados para os usuários eles precisam ser enviados à Apple, que durante algumas semanas faz testes e análises dos códigos para somente depois publicar a aplicação para downloads. 

Durante o processo de validação da Apple, qualquer parte do aplicativo que possa causar risco ao equipamento, como mau funcionamento, vírus, etc é identificado e tratado ou até mesmo a aplicação é rejeitada. Apesar do processo um tanto quanto burocrático, é com essa política que a fabricante garante que seus produtos funcionem sempre de maneira satisfatória. Conforme os desenvolvedores enviam, ganham “status” e confiança por um bom desenvolvimento, a Apple prioriza a analise das suas aplicações agilizando o processo.
Com todo esse controle, desenvolver uma aplicação com o um código malicioso e publicar na App Store é muito pouco provável, mas existem outras formas de infectar o dispositivo. Muitos usuários de iPad não satisfeitos com essa política ou querendo baixar os aplicativos sem pagar por eles, já que muitos disponíveis não são grátis, efetuam o chamado JailBreak.

O JailBreak é um iOS modificado, a instalação dele é contra os termos de garantia da Apple. Ao efetuar a instalação desse iOS é possível instalar qualquer aplicativo no iPad sem acessar a AppStore e consequentemente causar danos ao aparelho, sem contar que se perde a garantia do produto.

A primeira versão do JailBreak saiu para o iPhone, tanto iPhone quanto iPad usam o mesmo sistema operacional, e foi criado por um grupo de hackers que são contra a pirataria. Eles apenas não concordam que o usuário não tenha controle total sobre o seu próprio produto. Com essa “política”, eles não disponibilizaram os arquivos modificados, mas sim a ferramenta para que o usuário as modifique da forma que achar mais adequado. 

Para tentar evitar a evolução e uso do JailBreak a Apple foi a publico informando que a utilização do mesmo é uma prática ilegal, mas a Eletronic Frontier Foundation (EFF) é a favor da prática. Para ela o usuário tem direito de modificar seu produto da forma como acha mais adequado, afinal ele o comprou.

Com a utilização do JailBreak, os usuários se tornaram vítimas dos crackers, os aplicativos disponibilizados fora da AppStore não possuem qualquer controle de qualidade e podem conter códigos maliciosos escondidos dentro deles. Sites como Cydia e Installous são muito populares e possuem praticamente todas as aplicações que foram rejeitadas pela Apple. Obviamente que algumas são muito boas, mas a grande maioria serve apenas para a distribuição de vírus e o roubo de dados dos usuários.





Diferentemente da Apple, a Google possui a política de liberdade para tudo o que produz, praticamente todos os seus produtos possuem uma versão paga e uma grátis (de excelente qualidade) equivalente. No caso da Android Market as aplicações são publicadas diretamente pelo usuário, não passam por um controle de qualidade, o que é muito bom para quem desenvolve, inclusive os crackers. Com a facilidade de desenvolver e publicar aplicações a Android Market vem sofrendo com vírus sendo publicados e distibuidos para seus usuários.

Outro fator muito importante nos sistemas Android é que ele é baseado no Linux e obviamente de código aberto, com isso os usuários podem ter acesso total ao sistema com a conta de root (super usuário). Com esse acesso é possível efetuar qualquer modificação no código do programa, liberação de uso de compartilhamento de 3G, funções de Wi-Fi, atualização da versão do Android antes das operadoras disponibilizarem a versão “customizada” delas, etc. Aproveitando dessa característica, diversos TROJAN´s já foram desenvolvidos com o intuito de modificar o core do sistema para executarem suas funções sem a percepção do usuário.

Na última semana a Google divulgou que removeu 34 aplicativos com códigos maliciosos (vírus) da Androi Market. O processo ocorreu nos últimos dias de Maio após o alerta de especialistas. Essa foi a terceira intervenção, notificada, pela Google nos últimos 3 meses. 

Em Março a Google já havia informado que também iria utilizar uma ferramenta de remoção remota de aplicativos com intuito de evitar danos a seus usuários.

A nova versão dos vírus disponibilizada possui a característica de abrir páginas específicas da Android Market, fazendo com que os usuários instalem mais aplicativos infectados, e de enviar comandos para os tablets. 

Felizmente, assim que informada, a Google agiu e removeu os “aplicativos” quase que imediatamente. Estima-se que nessa recente investida dos crackers cerca de 100.000 dispositivos móveis tenham sido infectados (smartphones e tablets).

Com o aumento dos usuários de tablets em todo mundo, os crackers tem trabalhado para conseguir lucrar com o novo “nicho” de usuários. A AVG lançou em Março o primeiro Software de Antivírus específico para tablets (AVG AntivirusFree) a versão é diferente da já existente para Smartphones, mas é uma prova que as empresas de segurança estão atentas aos ataques que não devem parar e, historicamente, tendem a crescer exponencialmente. 

O antivírus protege os aplicativos, configurações de dados e arquivos de mídia. Possui também a função de backup dos dados que podem ser armazenados em um cartão SD. Em caso do tablet ser perdido ou roubado existe a função de ser localizado e bloqueado pelo programa caso esteja conectado.

Os ataques tem ocorrido em uma quantidade muito menor em relação aos PC´s, mas isso é apenas questão de tempo e as recomendações para uso seguro dos tablets não são diferentes.

Coloque senha de acesso (no iPhone e iPad há a opção de formatação em caso de erro em 10 tentativas);

Não desbloqueie seu aparelho (no caso do iPad – JailBreak);

Acesse apenas sites confiáveis;

Não instale aplicativos suspeitos;

Desabilite o Bluetooth (habilite com senha apenas quando for fazer transferência de dados);

“Ainda não é necessário”, mas instale um software antivírus.



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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Melhores Tablets de 2014





por TechRadar.

iPad Air 2


Especificações: Tela de 9,7″ com revestimento antirreflexivo, 2GB de memória RAM, Processador A8X de três núcleos (triple-Core) 1.50 GHz, Câmera de 8 megapixels com gravação de vídeos em Full HD, time-lapse e slow motion, 6,1 mm de espessura (contra 7,5 mm do iPad Air), sensor Touch ID (permite desbloquear e fazer compras e logins via impressão digital).




Apple iPad Air


Especificações: Tela de 9,7″, 1 GB RAM, Até 128 GB de armazenamento, Processador Dual-core 1,4 GHz, Câmera de 5 MP, sistema operacional iOS 7.


Veredicto do TechRadar: “Não é apenas o melhor tablet da Apple, mas sim o único tablet que você deve considerar se estiver interessado em uma tela maior.” Isso é o que foi dito por nossos especialistas que avaliam todos os tablets. Se você quer o melhor tablet do mundo, não precisa mais procurar: é o iPad Air.


iPad Mini 2 (Retina)


Especificações: Tela retina de 7,9″, 1 GB RAM, Até 128 GB de armazenamento, Processador Dual-core 1,3 GHz, Câmera de 5 MP, sistema operacional iOS 7.



Veredicto do TechRadar: O iPad Mini 2 tem mais pixels em menos espaço, o que leva mais nitidez para textos e fotos, sem perda da vida útil da bateria, o que é uma maravilha.

Se fosse um pouco mais barato ganharia cinco estrelas, mas ainda assim, se você procura um super tablet, que seja um pouquinho menor, o Mini 2 não tem comparação.





Sony Xperia Tablet Z


Especificações: Tela de 10,1″, 2 GB RAM, Até 64 GB de armazenamento, Processador Quad-core 1.5 GHz, Câmera de 8.1 MP, à prova d’água, sistema operacional Android.



Veredicto do TechRadar: O Sony Xperia Tablet Z tem um chassis super slim e uma tela impressionante. Sua qualidade fica evidente assim que você o tira da caixa. Não chega a ser um iPad Air, mas mostra que a Sony promete muito para os futuros lançamentos.



Google Nexus 7


Especificações: Tela de 7″, 2 GB RAM, Até 32 GB de armazenamento, Processador Quad-core 1.5 GHz, Câmera de 5 MP, sistema operacional Android.




Veredicto do TechRadar: Se você quer um tablet com o puro estilo Android, mergulhe no Nexus 7. Mesmo que você não tenha tanta experiência em Android, eis um bom lugar para começar. Se procura uma pechincha decente, o Nexus 7 é imbatível.


Samsung Galaxy Note 10.1 2014


Especificações: Tela de 10.1″, 3 GB RAM, Até 64 GB de armazenamento, Processador Quad-core 2.3 GHz, Câmera de 8 MP, sistema operacional Android.




Veredicto do TechRadar: O Galaxy Note 10.1 é muito leve, mas não tanto quanto o Sony Xperia Tablet Z, mas mais que o iPad Air. É um excelente concorrente, sem dúvidas, ainda mais para aqueles que fazem questão de usar a ferramenta S Pen (caneta). Em termos de hardware sem dúvida é o tablet mais poderoso do mundo, mas isso não o torna o melhor. O acabamento em couro falso e a grande quantidade de aplicativos próprios da Samsung, que podem, como o tempo, comprometer o desempenho são pontos desfavoráveis em nossa opinião.





LG G Pad 8.3


Especificações: Tela de 8,3″, 2 GB RAM, Até 64 GB de armazenamento, Processador Quad-core 1.7 GHz, Câmera de 5 MP, sistema operacional Android.


Veredicto do TechRadar: Nós gostamos muito deste tablet. Ele caiu um pouco na lista por conta do consumo da bateria, maior do que esperávamos. Podemos dizer que é o concorrente mais próximo do iPad, em termos de design, e você não vai passar vergonha em sair com ele na rua.
Google Nexus 10

Especificações: Tela de 10,1″, 2 GB RAM, Até 32 GB de armazenamento, Processador Dual-core 1.7 GHz, Câmera de 5 MP, sistema operacional Android.


Veredicto do TechRadar: O Google Nexus 10 é tranquilamente um dos melhores tablets Android do mercado, ao mesmo tempo em que não tem um custo/benefício tão fantástico quanto o Nexus 7.
Microsoft Surface Pro 2

Especificações: Tela de 10,6″, 2 GB RAM, Até 64 GB de armazenamento, Processador Quad-core 1.7 GHz, Câmera de 5 MP, sistema operacional Microsoft Windows 8.


Veredicto do TechRadar: O Surface Pro 2 não oferece a melhor das experiências, mas se você procura um dispositivo que sirva de ponte entre laptop e tablet, este é um dos melhores no mercado. Seu ótimo teclado QWERTY, a tela grande e a suíte Office da Microsoft o transformam num excelente equipamento de trabalho, e também oferece algo diferente de iPads e Androids. O preço fica como fator contra.
iPad mini

Especificações: Tela de 7,9″, 512 MB RAM, Até 64 GB de armazenamento, Processador Dual-core 1 GHz, Câmera de 5 MP, sistema operacional iOS.


Veredicto do TechRadar: Quando o mini foi lançado publicamos que era “o melhor iPad que a Apple criou”, título que agora pertence ao Air. Mas ele ainda é um excelente custo/benefício.
Tesco Hudl






Especificações: Tela de 7″, 16 GB de armazenamento, Processador Quad-core 1.5 GHz, Câmera de 3 MP, sistema operacional Android.


Veredicto do TechRadar: Se você pode gastar um pouquinho mais, recomendamos o Google Nexus 7 como sendo o melhor custo/benefício, mas se você estiver disposto a gastar pouco, não existem concorrentes para o Hudl.
Sony Xperia Z2 Tablet

À prova d’água, tela de 10.1″ (1920×1200 pixels), câmera de 8.1 MP, processador quad-core de 2,3 GHz Qualcomm, 3 GB de RAM, memória flash de 16 GB (expansível em até 64 GB via microSD).

Diferenças dos iPads

Eis uma imagem que mostra a diferença entre os principais modelos de iPads existentes:


*Os pesos são correspondentes às versões com Wi-Fi e 3G. Os modelos apenas com Wi-Fi pesam cerca de 10 g a menos.

**A duração da bateria é correspondente a navegação com internet Wi-Fi, execução de músicas e vídeos. Em conexão 3G a duração é estimada em 9 horas.

É isso. Concorda com a lista dos melhores tablets do mundo? Algum outro modelo deveria estar listado aqui? Deixe sua opinião nos comentários.





sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sistema para o seu Notebook





Quando você vai comprar um notebook, um dos elementos mais importantes diz respeito ao seu sistema operacional. Ele é o ambiente central de interação entre você e o computador, onde todos os seus aplicativos irão rodar e ser armazenados.

Os sistemas operacionais possuem diferentes versões, com várias particularidades, que influenciam diretamente no preço e podem ajudá-lo a realizar suas tarefas do dia a dia com facilidade.

Existem três tipos mais famosos de sistemas operacionais: Windows, Mac OS e Linux. O Windows e Linux rodam em notebooks comuns, enquanto que o Mac OS só roda nos notebooks da Apple.

Confira nossas informações e descubra o sistema operacional ideal para você:

Com design moderno, um Macbook, com o seu sistema operacional Mac OS, é indicado para quem curte inovação, facilidade de uso e possui outros produtos da Apple, o que vai garantir uma integração entre os aparelhos.

Vantagens: é um sistema bem resistente a vírus, intuitivo e uma boa escolha para profissionais de design e vídeo.

Desvantagens: não tem o mesmo suporte pleno a jogos como o notebook Windows. Notebook Linux pode economizar no preço final do produto

Em relação aos outros sistemas operacionais, um notebook Linux é mais simples e, por ser um software gratuito, pode ajudar a reduzir o preço do notebook.

Vantagens: se você se dá bem com informática, dá para personalizá-lo infinitamente. Também é mais seguro contra vírus.

Desvantagens: é o sistema menos conhecido pela maioria das pessoas, ou seja, você pode ter dificuldade para usá-lo num primeiro momento.

Notebook Windows: tradição e compatibilidade com jogos

Um notebook Windows está presente na maior parte dos modelos. O notebook que conta com esse sistema operacional permite a compatibilidade, por exemplo, com inúmeros jogos.

Vantagens: assim como jogos, o notebook Windows é também compatível com grande número de programas.

Desvantagens: algumas versões são muito limitadas, como o Windows 7 Starter. É o mais vulnerável a vírus.

Se você optar por um notebook Windows 7, vale lembrar que há muitas versões disponíveis. Sendo assim, conheça melhor cada uma e escolha a ideal, de acordo com as tarefas que você realiza no dia a dia.





Windows 7 Starter: essa versão é indicada para simples tarefas. Leve, foi bastante usado nos netbooks e notebooks com uma configuração mais básica. Por isso não é indicado para atividades que precisam de um desempenho maior, como edição de fotos, por exemplo.

Windows 7 Home Basic: também é uma versão indicada para tarefas básicas. Sua interface é mais sofisticada do que a versão Starter, mas, ainda assim, é um sistema simples. Para conteúdo multimídia e atividades que exigem uma melhor performance, o seu suporte é ainda limitado.

Windows 7 Home Premium: com essa versão, você já pode usá-la no notebook para tarefas avançadas e conteúdo multimídia. É um sistema que oferece pleno suporte aos efeitos gráficos de jogos e aplicativos, mas, em contrapartida, não vem com opções avançadas de segurança e backup (resgate de dados) do computador.

Windows 7 Professional: é indicado para uso empresarial (tarefas e programas de escritório). Tem como vantagem a facilidade na hora de configurar impressoras, projetores e redes. Contudo, com essas vantagens, é um sistema que provavelmente vai encarecer o custo final do notebook, isso se você comparar com as versões mais básicas, claro.

Windows 7 Ultimate: ideal para uso profissional (programas mais pesados para trabalhar com vídeo, imagem, dados etc). Tem como diferencial a capacidade de consolidar todos os upgrades do Windows 7, e ainda é repleto de recursos avançados, mas que podem não ser tão necessários para quem não precisa de tantos recursos.

Assim como o Windows 7 Professional, essa versão pode encarecer o produto. Apesar de não serem as versões mais atuais do Windows, quando comparados com versões Windows 7 mais básicas, saem na frente.

Windows 8: o mais recente sistema operacional da Microsoft


Apesar de o Windows 7 ainda estar disponível, a maioria dos modelos atualmente são de notebooks Windows 8, ou seja, notebooks que contam com o mais recente sistema operacional da Microsoft.

De um jeito bem moderno, você pode usar esse sistema operacional para notebook tanto do jeito tradicional quanto por toques, como acontece nos notebooks touchscreen.

Outro diferencial de notebooks com o sistema operacional Windows 8 é o fato da sua interface ser bem organizada, facilitando na hora de realizar as tarefas. Esse sistema operacional para notebook ainda oferece alguns aplicativos, como o app de e-mail que organiza a sua caixa de entrada.

Por ser o sistema operacional mais atual do Windows, é natural que os notebooks com Windows 8 apresentem um custo final maior. No entanto, para quem deseja um sistema operacional bem moderno, vale o investimento.