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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Smartphones versus Tablets






por TecMundo



Ao comprar um computador novo, processador é um item chave, que com certeza pesa na sua decisão. É a peça que funciona como o cérebro do computador, dando comandos e mandando informações para que ele funcione corretamente. Além disso, é um item caro, de alta tecnologia.

Frequentemente, ligamos o termo processador ao computador, esquecendo que os pequenos smartphones e os novíssimos tablets também possuem esta peça, fundamental para o seu funcionamento.





Os novos aparelhos têm várias de funções: câmera digital embutida, video chamadas, interatividade com a internet, jogos, aplicativos e outras milhares de coisas que vão muito além do simples ato de telefonar. 

Por essa razão, o processador é um fator que também deve pesar na sua escolha quando adquirir um novo aparelho. Afinal, de que adianta oferecer inúmeras funções, se na hora de realizá-las o processo é lento e cheio de problemas?

Então, vamos falar um pouco sobre os processadores que estão dentro dos seus aparelhos, para que você fique informado antes de escolher seu próximo gadget!


ARM


A britânica ARM é uma das principais produtoras de processadores para pequenos dispositivos, como smartphones, tablets, GPS, calculadoras, impressoras e também câmeras digitais. Sua importância nessa área é grande, pois a tecnologia desenvolvida pela ARM serve de base para os principais processadores de pequenos gadgets.

Presente em 99% deles, a ARM domina um mercado que despertou o interesse da gigante Intel, que agora também entra na disputa, com novas versões do seu processador Atom.

Como a empresa fabrica os processadores, mas os repassa para outras fabricantes, o nome da ARM não é conhecido, mas sua tecnologia está presente em processadores da Samsung, Apple, Qualcomm, entre outros. Assim, a tecnologia da ARM pode ser adaptada por outras empresas para se adequar às características que cada aparelho pede.

Outro destaque importante dos processadores da ARM é que cada vez mais a empresa trabalha para colocar tecnologia potente dentro de smartphones e tablets. Agora, com o Cortex-A5 e A9, já é possível ter processadores com até quatro núcleos e 2GHz, frequência só antes encontrada em computadores.

Abaixo, podemos ver onde a tecnologia da ARM está presente:



Apple





Com o lançamento do tablet da Apple, o iPad, veio também o processador desenvolvido pela empresa especialmente para o novo aparelho. O Apple A4 tem a tecnologia Cortex-A8, da ARM, e pode funcionar em 1GHz. Apesar de ser um número significativo para o processamento de um smartphone, não implica um excelente processamento para um tablet. 

Boatos davam conta de que a Apple teria aproveitado a arquitetura do Cortex-A9, da ARM, que oferece dois núcleos. No entanto, agora se especula que a Apple esteja trabalhando em uma variação do processador já presente no iPhone. 

O Apple A4 tem como principal característica o baixo consumo de energia, que proporciona grande autonomia para o usuário. Segundo Steve Jobs, o iPad poderá funcionar por até 10 horas, ou até 30 dias em espera. 



Samsung


A Samsung é outra empresa que utiliza tecnologia da ARM em seus processadores. O modelo S5PC100 está presente no iPhone 3GS, trabalha com até 600MHz e 32 bits. Utilizando também a tecnologia Cortex-A8, não é tão eficiente na hora de economizar bateria – o que nos leva a crer que a Apple desenvolveu mais o processador Apple A4 para que ele chegasse à grande autonomia de 10 horas. 

O modelo S5L8900 da Samsung também é utilizado em aparelhos da Apple: o iPhone 3G e nas primeiras gerações do iPod. A frequência desse processador é menor, variando entre 400 e 600mHz. Produzido em 2009, é maior do que o S5PC100, do iPhone 3GS.




Qualcomm


Dos dois principais processadores da Qualcomm, um utiliza arquitetura da ARM, e outro não. O primeiro, modelo MSM7201A, é utilizado em alguns aparelhos da Motorola (DEXT, que opera com Android e Motosurf A3100, com Windows Mobile) e da LG (GT810H, que opera com Windows Mobile). Sua frequência é de 538MHz e ele é baseado no 1136EJ-S, da ARM. 

O segundo, Snapdragon QSD8250, está presente no Nexus One, aguardado aparelho da Google, e também no novo tablet da Dell, o Mini 5. A grande vantagem desse processador é que, a exemplo do Apple A4, ele funciona com a frequência de trabalho de até 1GHz.


Texas Instruments


O Omap 3430, da Texas Instruments, também é baseado em Cortex-A8, da ARM. E o Milestone, da Motorola, traz esse processador. O aparelho concorre com o Nexus One da Google, pois os dois contam com o sistema operacional Android 2.1. 

No entanto, o Nexus One sai na frente, pois o Snapdragon QSD8250 tem frequência de 1GHz, em oposição aos 550MHz do Omap 3430 do Milestone, que no entanto,em outros aparelhos pode chegar até 600mHz. 



Freescale Semiconductor






Esta empresa é a responsável pelos processadores presentes nos dois principais e-readers do mercado: o Kindle, da Amazon, e o Sony Reader. A Freescale Semiconductor também utiliza tecnologia da ARM como base para seus processadores. No entanto, é menos potente do que as tecnologias de tablets e smartphones, pois os e-readers não exigem tanto assim de seus processadores. 

O Kindle possui um processador com tecnologia ARM-11, 532MHz, e o Sony Reader traz um ARM920T, de 200MHz. Agora, a empresa responsável por 90% dos processadores para e-readers anuncia novos chips que pretendem representar uma economia de até U$30 na compra de um leitor eletrônico.


Intel


Com a grande parcela do mercado nas mãos da ARM, a Intel viu uma boa possibilidade de entrar na concorrência. A empresa pretende partir da tecnologia do processador Atom, para especializar-se também na área dos pequenos portáteis.




O Atom foi desenvolvido para netbooks, com o objetivo de deixar o aparelho menor, mais leve, com maior autonomia e mesmo assim sem perder eficiência. A Intel tem sido bem-sucedida, uma vez que a maioria dos netbooks no mercado funciona com processadores Atom. 

A Intel lançou neste mês o Atom N470, que traz uma frequência de 1.83GHz, um pouco a mais do que os 1.66GHz dos outros processadores Atom. Mesmo assim, ainda é um processador desenvolvido para netbooks.

O Atom ainda tem um consumo de energia muito alto para smartphones e tablets. Mas a Intel já corre contra o tempo para concorrer com a ARM. Além de estar desenvolvendo um processador para pequenos gadgets, também começou a vender sua tecnologia para que ela sirva de base para outros fabricantes. 


AMD


A AMD é uma das gigantes na fabricação de processadores para computador. No entanto, já declarou várias vezes que não tem interesse em entrar na briga pelo mercado de netbooks, smartphones e gadgets. 

Recentemente, a AMD lançou o Athlon Neo, que já aparece em alguns netbooks, como o Gateway LT3100. Mas a empresa insiste em afirmar que esse processador foi desenvolvido para “netbooks ultrafinos”, como o MacBook Air, e que não pretende entrar na briga pelo mercado conquistado pelo Atom da Intel.



Esse novo processador da AMD tem núcleo único como o Atom, mas consome mais energia, pois está focado no desempenho gráfico do computador. Portanto, você tem um computador que roda melhor a parte gráfica, mas com baixa autonomia.


O que podemos esperar?


Tanto ARM quanto Intel têm evoluído muito e desenvolvido novas tecnologias em processadores. Com certeza, a entrada da Intel na briga pelo mercado de processadores para pequenos dispositivos só traz bons frutos para o consumidor. Podemos esperar chips cada vez mais rápidos, menores e mais eficientes. Além disso, preço e tempo de autonomia também são duas características que podem ser melhoradas. 

No entanto, os processadores disponíveis no mercado ainda não correspondem às expectativas. Funcionam razoavelmente bem na maioria dos smartphones, mas deixam a desejar no desempenho dos tablets. 

Já os modelos para netbooks precisam de melhoras para aliar a questão gráfica ao desempenho, e consomem energia demais para serem utilizados nos tablets. Portanto, o número de funções desempenhadas por estes gadgets pode ser grande, mas ainda precisam de bons chips para desempenhar o papel fundamental de processamento.







sábado, 17 de janeiro de 2015

A Segurança dos Tablets





por Júlio Carvalho

Por que devemos nos preocupar com a segurança da “sensação” do momento do que existe no mundo tecnológico? Já que muitas pessoas acreditam que eles são muito ou totalmente seguros contra ataques de vírus e roubo de dados, falarei sobre o que tem acontecido e o que está sendo previsto, e muito provavelmente, irá acontecer em relação a segurança dos tablets.

Com “X” fabricantes desenvolvendo “Y” tipos de Tablets (Motorola Xoom, Apple iPad, Samsung Galaxy Tab, HP TouchPad, Dell Streak 7, RIM PlayBook etc) em cima de “Z” Sistemas Operacionais diferentes (Android, iOS, WebOS, BlackBerry Tablet OS), fica difícil decidir qual comprar. Proteger e tomar cuidado com seu uso então, nem se fala.

Apesar de existirem falhas de segurança documentadas em todos os sistemas, os crackers tem voltado sua atenção para o sucesso dos iPad’s e demais tablets com sistema Android. Todos sabem das restrições da Apple aos seus sistemas e hardwares, com o iPad isso não é diferente.

A quantidade de aplicativos desenvolvidos para o iPad é gigantesca, mas antes de serem disponibilizados para os usuários eles precisam ser enviados à Apple, que durante algumas semanas faz testes e análises dos códigos para somente depois publicar a aplicação para downloads. 

Durante o processo de validação da Apple, qualquer parte do aplicativo que possa causar risco ao equipamento, como mau funcionamento, vírus, etc é identificado e tratado ou até mesmo a aplicação é rejeitada. Apesar do processo um tanto quanto burocrático, é com essa política que a fabricante garante que seus produtos funcionem sempre de maneira satisfatória. Conforme os desenvolvedores enviam, ganham “status” e confiança por um bom desenvolvimento, a Apple prioriza a analise das suas aplicações agilizando o processo.
Com todo esse controle, desenvolver uma aplicação com o um código malicioso e publicar na App Store é muito pouco provável, mas existem outras formas de infectar o dispositivo. Muitos usuários de iPad não satisfeitos com essa política ou querendo baixar os aplicativos sem pagar por eles, já que muitos disponíveis não são grátis, efetuam o chamado JailBreak.

O JailBreak é um iOS modificado, a instalação dele é contra os termos de garantia da Apple. Ao efetuar a instalação desse iOS é possível instalar qualquer aplicativo no iPad sem acessar a AppStore e consequentemente causar danos ao aparelho, sem contar que se perde a garantia do produto.

A primeira versão do JailBreak saiu para o iPhone, tanto iPhone quanto iPad usam o mesmo sistema operacional, e foi criado por um grupo de hackers que são contra a pirataria. Eles apenas não concordam que o usuário não tenha controle total sobre o seu próprio produto. Com essa “política”, eles não disponibilizaram os arquivos modificados, mas sim a ferramenta para que o usuário as modifique da forma que achar mais adequado. 

Para tentar evitar a evolução e uso do JailBreak a Apple foi a publico informando que a utilização do mesmo é uma prática ilegal, mas a Eletronic Frontier Foundation (EFF) é a favor da prática. Para ela o usuário tem direito de modificar seu produto da forma como acha mais adequado, afinal ele o comprou.

Com a utilização do JailBreak, os usuários se tornaram vítimas dos crackers, os aplicativos disponibilizados fora da AppStore não possuem qualquer controle de qualidade e podem conter códigos maliciosos escondidos dentro deles. Sites como Cydia e Installous são muito populares e possuem praticamente todas as aplicações que foram rejeitadas pela Apple. Obviamente que algumas são muito boas, mas a grande maioria serve apenas para a distribuição de vírus e o roubo de dados dos usuários.





Diferentemente da Apple, a Google possui a política de liberdade para tudo o que produz, praticamente todos os seus produtos possuem uma versão paga e uma grátis (de excelente qualidade) equivalente. No caso da Android Market as aplicações são publicadas diretamente pelo usuário, não passam por um controle de qualidade, o que é muito bom para quem desenvolve, inclusive os crackers. Com a facilidade de desenvolver e publicar aplicações a Android Market vem sofrendo com vírus sendo publicados e distibuidos para seus usuários.

Outro fator muito importante nos sistemas Android é que ele é baseado no Linux e obviamente de código aberto, com isso os usuários podem ter acesso total ao sistema com a conta de root (super usuário). Com esse acesso é possível efetuar qualquer modificação no código do programa, liberação de uso de compartilhamento de 3G, funções de Wi-Fi, atualização da versão do Android antes das operadoras disponibilizarem a versão “customizada” delas, etc. Aproveitando dessa característica, diversos TROJAN´s já foram desenvolvidos com o intuito de modificar o core do sistema para executarem suas funções sem a percepção do usuário.

Na última semana a Google divulgou que removeu 34 aplicativos com códigos maliciosos (vírus) da Androi Market. O processo ocorreu nos últimos dias de Maio após o alerta de especialistas. Essa foi a terceira intervenção, notificada, pela Google nos últimos 3 meses. 

Em Março a Google já havia informado que também iria utilizar uma ferramenta de remoção remota de aplicativos com intuito de evitar danos a seus usuários.

A nova versão dos vírus disponibilizada possui a característica de abrir páginas específicas da Android Market, fazendo com que os usuários instalem mais aplicativos infectados, e de enviar comandos para os tablets. 

Felizmente, assim que informada, a Google agiu e removeu os “aplicativos” quase que imediatamente. Estima-se que nessa recente investida dos crackers cerca de 100.000 dispositivos móveis tenham sido infectados (smartphones e tablets).

Com o aumento dos usuários de tablets em todo mundo, os crackers tem trabalhado para conseguir lucrar com o novo “nicho” de usuários. A AVG lançou em Março o primeiro Software de Antivírus específico para tablets (AVG AntivirusFree) a versão é diferente da já existente para Smartphones, mas é uma prova que as empresas de segurança estão atentas aos ataques que não devem parar e, historicamente, tendem a crescer exponencialmente. 

O antivírus protege os aplicativos, configurações de dados e arquivos de mídia. Possui também a função de backup dos dados que podem ser armazenados em um cartão SD. Em caso do tablet ser perdido ou roubado existe a função de ser localizado e bloqueado pelo programa caso esteja conectado.

Os ataques tem ocorrido em uma quantidade muito menor em relação aos PC´s, mas isso é apenas questão de tempo e as recomendações para uso seguro dos tablets não são diferentes.

Coloque senha de acesso (no iPhone e iPad há a opção de formatação em caso de erro em 10 tentativas);

Não desbloqueie seu aparelho (no caso do iPad – JailBreak);

Acesse apenas sites confiáveis;

Não instale aplicativos suspeitos;

Desabilite o Bluetooth (habilite com senha apenas quando for fazer transferência de dados);

“Ainda não é necessário”, mas instale um software antivírus.



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