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domingo, 14 de junho de 2015

Jogos Educativos



por Fabiano Naspolini de Oliveira


Artigo: Jogos Educativos: aprender de forma divertida



Alguns chamam de edutainment, mas esse universo é bem mais amplo como pode ser visto na imagem. Dentro dele, estão os jogos no ensino. Eles já existem há muito tempo, mas com o advento dos computadores, tornaram-se digitais, proporcionando a educação um novo recurso didático ao aprendiz.

Convido você hoje a conhecer sobre jogos educativos, ou mais especificamente, didáticos. Podemos entender o que são com termos mais precisos, as preocupações com o seu desenvolvimento, mas também quais vantagens de se utilizar esse método e exemplos de algumas aplicações.

Divertir e educar pode ser a união que você precisa para tornar sua aula mais interessante.


Todos os jogos são educativos





A frase é bastante forte, mas o sentido que me refiro é que, mesmo aquele jogo que foi criado sem a intenção de ensinar (jogos de entretenimento), também pode promover uma aprendizagem ao interagir com ele.

Segundo João Bittencourt e Esteban Clua, no artigo “Uma nova concepção para a criação de jogos educativos”, hoje o termo mais correto é jogos didáticos para aqueles que realmente foram criados para ensino ou aprendizagem. Os outros, jogos de entretenimento, não tiveram essa intenção, mas podem ajudar o aprendiz a desenvolver habilidades como enfrentar situações-problema, construir argumentação, compreender interações entre organismos e ambiente, além de identificar padrões e processos relacionados ao conteúdo em questão.

O diagrama acima, dos mesmos autores, ajuda a esclarecer essa diferença entre jogos de entretenimento e didáticos, ambos educativos.





Eu mesmo, como professor, já utilizei as duas práticas: criar um jogo para promover aprendizagem (Jogo tradicional Detetive Virtual – informática para adolescentes) e utilizar um já existente com o mesmo objetivo (Monopoly Deal – educação financeira). Bem conduzidos, com um planejamento claro e reflexão realizada pós a atividade, engajam muito mais o aluno ao aprendizado do que o método tradicional de aulas expositivas. Fiz o experimento em minha pós-graduação e de fato, funcionou muito melhor. Pode não reter todos, mas a maioria você consegue de forma mais fácil. Também depende do perfil de aluno, mas quando falamos de nativos digitais, ajuda bastante. Foram todos jogos tradicionais, mas que facilmente podem ou já foram levados ao eletrônico.

Educar sim, mas divertir também




Muitas iniciativas de jogos didáticos são muito legais, mas todo jogo tem que ter diversão. Tem que dar aquela vontade de competir, o gostinho de vitória. É uma característica fundamental no desenvolvimento de qualquer game, mesmo os didáticos. Raph Koster, autor do livro Teoria da Diversão para Projetos de Jogos (Theory of Fun), demonstra que o jogador somente continua tendo divertimento caso ele esteja aprendendo com o jogo, ou seja, ele deve ter aprendizado do início ao fim. Essa forma de aprender é quanto a um novo recurso no jogo, um novo desafio ou um puzzle mais desafiador que os anteriores. Senão, o jogo torna-se entediante (nada novo para se aprender) ou frustrante (aprendizado não segue uma escala de dificuldade). Mantê-lo longe desses comportamentos, significa deixar o jogador no canal de Flow (imagem nessa fonte também), teoria do psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi, cujo objetivo é manter o jogador interessado no game sempre. A teoria também tem outras aplicações além de jogos.

Dessa forma, o jogo didático deve ser pensado quanto ao conteúdo de aprendizado, mas também a diversão. Tenho visto muitos jogos que focam demais na aprendizagem e se esquecem de serem divertidos, ou vice-versa. Uma pena e mais um recurso didático utilizado ou criado de forma inadequada.


Por que usar jogos didáticos?


Patrick Moratori, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolveu uma pesquisa justificando o porquê de se utilizar jogos didáticos no ensino. Ele listou diversos benefícios:
fixação de conceitos já aprendidos de uma forma motivadora para o estudante;
introdução e desenvolvimento de conceitos de difícil compreensão;
desenvolvimento de estratégias de resolução de problemas (desafio dos jogos);
aprender a tomar decisões e saber avaliá-las;
propicia o relacionamento de diferentes disciplinas (interdisciplinaridade);
participação ativa do estudante na construção do seu próprio conhecimento;
socialização entre estudantes e a conscientização do trabalho em equipe.

Além disto, ainda podem contribuir no desenvolvimento da criatividade, de senso crítico, da participação, da competição “sadia”, da observação, das várias formas de uso da linguagem e do resgate do prazer em aprender.

As atividades com estes jogos podem ser utilizadas para reforçar ou recuperar habilidades de que os estudantes necessitem, além de permitir ao educando identificar e diagnosticar alguns erros de aprendizagem, as atitudes e as dificuldades dos estudantes.




Quero desenvolver jogos didáticos. Como faço?






Alguns autores nos trazem alguma ajuda quanto a isso por meio de diretrizes. Inclusive, recomendo fortemente suas publicações. João Mattar, em sua publicação “Games em Educação – Como os Nativos Digitais Aprendem”, primeiro recomenda verificar se o desafio proposto pelo jogo didático é tão estimulante ao jogador quanto um game de entretenimento puro. Senão, o aprendiz vai jogar outro. Depois, reforça que não se deve pensar no design do conteúdo, mas sim em planejar experiências e ambientes que façam o aprendiz ter que tomar decisões, além de refletir sobre aquelas já tomadas. Outra característica fundamental é a avaliação, ou seja, uma forma de medir o desempenho do aprendiz no jogo.



Já Leandro Costa no livro “O que os jogos de entretenimento têm que os educativos não têm” elaborou 7 princípios para um jogo com fins didáticos
Deve possuir uma estrutura semelhante ou comum à estrutura do objeto do conhecimento;
A estrutura do jogo deve ser perceptível ao jogador enquanto jogar;
A aprendizagem dessa estrutura deve ser indispensável para atingir os objetivos do jogo;
Tudo deve estar a favor do entretenimento, da diversão;
O objeto de conhecimento tem que estar aliado ao jogo a que pertence por relações estruturais essenciais, mas também promovendo a diversão e entretenimento dos jogadores;
No que depender do objeto de conhecimento, deve ser uma forma essencial de jogo;
Deve ser, pelo menos ao seu público-alvo, melhor como jogo do que qualquer uma de suas partes ou a soma delas.

Com essas diretrizes, nossa forma de criar um jogo didático pode ter um auxílio e minimizar erros perante diversão e aprendizado. Também veja quanto os autores reforçam a diversão nesses jogos. Isso mostra que diversão pode trabalhar assuntos sérios como a educação.

Casos de jogos didáticos que deram certo


Existem diversas iniciativas de jogos que tem a intenção de divertir e educar. O Biocautus, jogo para aprendizagem de biossegurança, foi um dos jogos que projetei e acompanhei o desenvolvimento de perto. Criamos um mix de alternativas para o jogador aprender o mesmo assunto, não se limitando apenas a jogos de perguntas e respostas, um dos famosos clichês de jogos didáticos. O jogo certamente pode melhorar ainda mais, porém com experimentos percebemos que o pessoal realmente se diverte e aprende sobre as condutas corretas dentro de um laboratório de pesquisa e saúde. Afinal, essa era a principal intenção do educador de promover dentro do jogo. Consideramos esse game ideal para reforço dos assuntos de biossegurança, ou seja, um acesso a outras referências sobre esse assunto.


Tríade é um jogo didático para o assunto da Revolução Francesa. Foi uma iniciativa bem interessante de se trabalhar esse fato histórico dentro de um ambiente eletrônico. Tiveram diversos desafios e publicações sobre o desenvolvimento, mas o resultado em termos de diversão e aprendizado foi muito bom. Ao desbravar o jogo, o aprendiz consegue entender esse contexto por meio de interações e roteiro da história.

A Jornada do PI considero um dos melhores jogos em termos de diversão e aprendizado. Eles conseguiram integrar bem o assunto aos mecanismos do jogo, de forma que o aprendiz realmente entenda cada universo do conjunto dos números: reais, inteiros, racionais e irracionais. Basta pegar o número na cesta certa: se for real, cesta dos reais, e assim por diante. Tem uma narrativa e um desafio bem divertido a cada nível. O aprendiz aprende sem muitos textos e aulas. Apenas com a didática dos níveis criados, o jogador já aprende cada conjunto e, no final, faz uma espécie de provação, com todos eles misturados. É uma forma de síntese dos assuntos vistos e avaliação.




Muitos dos jogos do mercado começaram com muito foco no conteúdo, pouco no entretenimento ou vice-versa. O que pode se perceber é que deve haver equilíbrio entre ambas as partes. Dessa forma, o jogo didático pode ser mais um recurso didático para promover aprendizagem, principalmente para uma Geração Y (ou já se falando na Z) que já nasceu com um computador no seu berço e ao nascer já tem perfil nas redes sociais. Será exagero? Eu já vi um perfil assim, mas claro criado por pais de outro planeta (brincadeira).

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domingo, 1 de março de 2015

Educar com Tecnologias


Hospedagem de site ilimitadapor José Moran - USP

Depois desse panorama que parece um pouco assustador para alguns, vou expor o que é educar. A questão fundamental não é a tecnológica. As tecnologias podem nos ajudar, mas, fundamentalmente, educar é aprender a gerenciar um conjunto de informações e torná-las algo significativo para cada um de nós, isto é, o conhecimento. 

Hoje nós temos inúmeras informações e um conhecimento bem menor, porque estas nos escapam, estão soltas, não sabemos reorganizá-las. O conhecimento é isso. Além de gerenciar a informação, é importante aprender a gerenciar também sentimentos, afetos, todo o universo das emoções. 

Educar é um processo complexo, não é somente ensinar ideias, é ensinar também a lidar com toda essa gama de sensações, emoções que nos ajudem a nos equilibramos e a viver com confiança. O professor que tem uma atitude de equilíbrio e que inspira confiança, ajuda muito os seus alunos a evoluir no processo de aprendizagem. 

Ao mesmo tempo, educar também é aprender a gerenciar valores. Não basta só informação e conhecimento. A universidade se omite muito neste campo, quando deixa os valores para o âmbito da família, religião, do campo pessoal. Tudo está impregnado de valor, mesmo as equações mais abstratas. 

A educação tem sentido se trabalhamos com valores que nos ajudem a nos realizarmos, a sermos felizes – professores, alunos e os demais envolvidos no processo. De que adianta educar somente para o trabalho? Ele é importante, mas tem tanta gente insatisfeita, mesmo ganhando muito....! 

De que adianta só trabalhar se a pessoa não encontra sentido para a vida? 

Então, educar é também procurar encontrar sentido para viver. Educar é aprender a gerenciar processos onde, de um lado, você caminha em direção à autonomia, à liberdade. E, de outro, você busca sua identidade. Você deixa uma marca e, ao mesmo tempo, você interage, você consegue viver em sociedade, trabalhar em conjunto. 

Educar também é aprender a gerenciar tecnologias, tanto de informação quanto de comunicação. Ajudar a perceber onde está o essencial, e a estabelecer processos de comunicação cada vez mais ricos, mais participativos. Eu vejo uma parte dos alunos de hoje na universidade, pelo menos na área em que eu atuo em São Paulo, muito preocupados com o futuro, mas somente no sentido de conseguir um lugar, ganhar dinheiro, uma boa posição social, numa perspectiva individualista, competitiva. 

Isso é preocupante. 

Há algumas áreas da universidade onde predomina o ensino bem tradicional. Um colega relatou-me que acompanhou uma aula em que havia um grupo grande de alunos tomando notas. Um aluno do fundão levantou a mão: “Professor não entendi”. E a turma da frente disse: “Continue, continue, nós não podemos perder tempo”. 

Mas que tipo de processo é esse em que os alunos querem só anotar o que o professor fala e quem fica para trás, é deixado de lado?. 

De um lado nós estamos falando de educação, dessa visão integradora, mas existem ainda muitos alunos e também professores, que ainda tem essa visão competitiva de “absorver a informação”, de chegar logo na frente. Estou falando de exemplos concretos de pouco tempo atrás, não da década passada. 

Antes de falar de Internet, quero falar da educação como comunicação. 

O educador revela na hora em que entra em contato com o aluno, mesmo que não fale, pela postura, pelo olhar, pela inflexão de voz, em que estágio de desenvolvimento e aprendizagem se encontra. Revelamos o que aprendemos realmente. Temos um currículo oficial onde listamos nossos cursos, tudo o que nós fizemos. Isso é uma parte da nossa história, que revelamos quando buscamos um emprego. 

Mas há um outro currículo que se chama de aprendizagem de vida, que mostra, quando você fala, pela forma como que você se expressa, pelas ideias que você comunica, o que você realmente aprendeu. 

Às vezes duas pessoas que fizeram os mesmos cursos, depois de alguns anos, já adultos, chegam a resultados completamente diferentes. Há pessoas que vão aprendendo sempre mais, enquanto outras, parece que desaprendem, que se complicam, se fecham, se tornam mais agressivas ou depressivas. 

Aprendemos mais combinando de forma equilibrada a interação e a interiorização. As pessoas estão tão solicitadas pela ação externa, que se esquecem de si mesmas, estão todo o tempo navegando, viajando, todo tempo falando com as pessoas, indo de um lugar para outro, estão sempre ocupadas. 

Então, aprende-se hoje muito pela interação, mas esquecemos que o conhecimento só se faz forte, só se consolida quando o reorganizamos dentro da nossa própria perspectiva, do nosso universo, do nosso repertório, do nosso contexto e, para isso, precisamos ter o nosso tempo, o nosso dia, ter também a capacidade de olhar para nós mesmos, de encontrar tempo para meditar no sentido mais amplo, não somente religioso, e isso muitos adultos e também crianças não o têm. Esse, para mim, é um dos grandes problemas. 

Temos muita informação e pouco conhecimento. 

As pessoas procuram informações, navegam nos sites. O conhecimento não se dá pela quantidade de acesso, se dá pelo olhar integrador, pela forma de rever com profundidade as mesmas coisas. Para conhecer o mundo, não é preciso viajar muito. Basta enxergar o mundo a partir de onde você está, com um olhar um pouco mais abrangente. Não é só correr mundo, isso também é bom, mas se fosse assim os agentes de viagem seriam grandes sábios. 

O conhecimento também se dá pela interiorização e pela observação integradora. Um dos desafios é como transformar a informação em conhecimento e em sabedoria. Sabedoria é um conhecimento integrado com a dimensão ética. 






A universidade prepara para o conhecimento. 

Mas o conhecimento pode ser usado para explorar o outro, para manter a desigualdade de um país. Então, na universidade, muitas pessoas se preparam para servir aos grupos que tem mais dinheiro, esquecendo-se da maioria; falta-lhes a visão social. 

Então, o conhecimento parcial não integra a competência intelectual, a emocional e a ética. Esse é o desafio. Como juntar tudo isso numa sociedade tão desestruturada, onde estamos voando e não sabemos para onde? Como juntar o intelectual com o emocional e o ético, e não ver o ético como uma espécie de carga, mas como um desafio de crescimento pessoal?. 

A pessoa que evolui percebe que ter um comportamento honesto, não é ser otário; pelo contrário, significa gostar de si mesma. Otário é o desonesto, aquele que leva vantagem. Esse está atrasando a evolução dele e a de toda a sociedade. Está complicando tudo, mas infelizmente muita gente não percebe isso ainda. 

Como se comunicar de uma forma coerente numa sociedade em que predomina o marketing, as meias verdades? Só vou falar aquilo que me interessa e esconder de baixo do tapete o que pode me prejudicar? 

Isso é um desafio, hoje também interessante. A comunicação autêntica faz avançar mais o processo de compreensão da realidade, mas, ao mesmo tempo, as nossas falas são cada vez mais superficiais. As pessoas falam muito, passam o tempo todo falando. Nos bares, no trabalho, na rua todo mundo está falando. 

Mas as pessoas não se revelam, falam de tudo menos de si mesmas, elas se escondem atrás das falas. Às vezes você pensa que conhece uma pessoa durante anos, mas de alguma forma ela escondeu o principal. Você pensa que uma pessoa é realizada, e depois você percebe que é infeliz, não se mostra assim... ela coloca uma barreira, finge até que desabafa, tudo isso... Às vezes, pessoas que pareciam extremamente equilibradas entram em depressões, psicoses... mas como podem, pessoas tão cheias de vida?! 

O desafio é como sermos educadores, comunicadores de pessoas competentes e integradas. Creio que nós não precisaríamos de tantas teorias pedagógicas, se fôssemos pessoas mais amadurecidas. Na hora em que você é uma pessoa mais integrada, mais amadurecida, mais equilibrada, o seu processo de comunicação com esse aluno flui, a sua credibilidade aumenta, a forma como você comenta as coisas chama a atenção dele. Esse é um processo em que muitas pessoas não acreditam. Costumamos ter a visão de que tudo é imperfeito, de que já conseguimos aquilo que podíamos, de que a vida é assim mesmo, e esperar mais é uma bobagem. Perdemos o idealismo, deixamos de acreditar, principalmente na fase adulta, na capacidade de mudar. Acomodamo-nos, ficamos repetindo os mesmos ritmos, as mesmos coisas, tornamo-nos pessoas pela metade, quando poderíamos ser pessoas muito mais evoluídas. Se nós mesmos não acreditamos, como educadores, no nosso potencial, como poderemos estimular o potencial dos nossos alunos? 

Outro desafio é integrar as tecnologias em projetos pedagógicos, inovadores e participativos. Aqui também, o mundo das tecnologias envolve muitos grupos empresariais que querem ganhar dinheiro, que só querem vender, que vendem tudo como solução. A tecnologia nos ajuda, mas também nos complica. Tem um lado que nos favorece e um lado que nos controla: essas câmeras que eles colocam nas grandes cidades que servem para observar o trânsito e também para vigiar os cidadãos, para controle dos movimentos sociais. 

Temos também muitas ambiguidades no uso das tecnologias. Então, como sociedade nós avançamos muito sob o ponto de vista tecnológico. Dizia Arnold Toynbee que, tecnologicamente, somos como que deuses, enquanto do ponto de vista humano, ainda somos como primatas. Isso não acontece só no Terceiro Mundo. As guerras mais cruéis, os grandes genocídios do século XX aconteceram na Europa avançada, na Europa refinada, na Europa cheia de museus e de história.Nunca tivemos tanta informação disponível, tantas tecnologias, mas nunca tivemos também tanta dificuldade de comunicação. Comunicar significa interagir de verdade, todos nós que estamos envolvidos no processo.